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Direito Econômico
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Wilson Alberto Zappa Hoog, 150 pgs.
SINOPSE
Juros Bancários: Limites e Possibilidades é obra de grande valor. Não só pela forma didática como é exposta a matéria, mas também pelo seu conteúdo, profundo, meticuloso, com suporte na mais abalizada doutrina e jurisprudência.
Normalmente, temas desse jaez, num primeiro momento, não aguçam muito a curiosidade dos operadores jurídicos não envolvidos diretamente no tema, pois “juros”, “capitalização”, “spread” etc., são assuntos costumeiramente mais relacionados às Ciências da Administração, Economia ou da Matemática Financeira.
Daí o grande mérito do Autor: transformar o aparentemente “arredio” em “convidativo”; o “difícil” em “fácil”, oportunizando ao operador jurídico o entendimento e o manejo de temas que, quer se queira, quer não, têm reflexos no mundo jurídico.
A abordagem não é meramente descritiva, mas crítica, tanto é que “questiona”, mercê, inclusive, do próprio tema: quais são os “limites”? Quais são as “possibilidades” em se tratando de taxas de juros praticadas pelas instituições financeiras nos empréstimos e financiamentos bancários?
Interessante mencionar alguns pontos de destaque do trabalho: O histórico das taxas de juros, abordando aspectos conjunturais, mostra como era feito o controle da “usura” no nosso país, desde 1603. Nesse mister, demonstra o Autor como a questão era tratada pelas leis da época, chegando aos dias atuais, e isso com posicionamentos jurisprudenciais e pessoais de grande envergadura.
Os conceitos sobre “juros”, “juros moratórios”, “juros simples”, “juros compostos” são facilmente assimiláveis, na medida em que o Autor exemplifica de forma altamente didática, fazendo com que a “matemática” não seja vista como a quase sempre grande vilã daquele que é versado em leis, mas sim a sua “companheira” no entendimento jurídico.
Ao entrar no âmago dos “limites e possibilidades”, nos brinda o Autor com posicionamentos acerca de uma figura muito lembrada na teoria, mas muito esquecida na prática governamental, (inclusive na seara do exercício dos outros dois Poderes do Estado - o Legislativo e o Judiciário): o cidadão. Assim é que o Autor pontua: “Nessa cadência, observa-se que as instituições financeiras possuem um mundo jurídico exclusivo para atender suas reivindicações econômico-financeiras, tais como: procedimentos especiais, cobranças de juros superiores ao limite constitucional, prisão do devedor, busca e apreensão do bem liminarmente, reintegração de posse, entre outros. Isto significa que o mutuário, ao tratar com as instituições financeiras, sempre estará em desigualdade. Em outras palavras, o cidadão é, na prática, desprestigiado pelo nosso legislador e pelo próprio Poder Judiciário”.
CURRÍCULO DO AUTOR
Alcio Manoel de Sousa Figueiredo é Advogado; pós-graduado em Administração Empresarial pela UFPR, e em Direito Contemporâneo e suas Instituições Fundamentais pelo IBEJ – Instituto Brasileiro de Estudos Jurídicos; Mestre em Ciências Sociais Aplicadas pela Universidade Estadual de Ponta Grossa/Paraná. Autor das obras: ABC do Consórcio; Cálculos no Sistema Financeiro da Habitação; Cartão de Crédito – Questões Controvertidas; Prática Processual no Sistema Financeiro da Habitação; Tabela Price & Capitalização de Juros; Sistema Financeiro da Habitação: Reflexos Financeiros e Econômicos; Revisão do contrato.
ENTREVISTA COM O AUTOR
Título: Juros Bancários - Limites e Possibilidades Resumo: Aproveitando o momento em que sucessivos recordes dos lucros são anunciados pelos bancos, Dr. Alcio Manoel comenta os juros bancários e a forma como estes influenciam na realidade brasileira.
Clique aqui e leia a íntegra da entrevista. SUMÁRIO DA OBRA
| CAPÍTULO I |
LIMITES E POSSIBILIDADES |
| | 1.1 Introdução |
| | 1.1.1 Temática da Obra |
| | 1.2 Histórico das Taxas de Juros: Aspectos Conjunturais |
| | 1.3 Módulo Conceitual |
| | 1.3.1 Juros |
| | 1.3.2 Juros Moratórios |
| | 1.3.3 Juros Compensatórios ou Remuneratórios |
| | 1.3.4 Juros Legais |
| | 1.3.5 Juros Convencionais |
| | 1.3.6 Regimes de Capitalização dos Juros |
| | 1.3.7 Juros Simples |
| | 1.3.8 Juros Compostos |
| | 1.3.9 Classificação dos Juros |
| | 1.3.10 Juros Reais ou Constitucionais |
| | 1.3.11 Juros Bancários |
| | 1.3.12 Multa Moratória - 2% (dois por cento) |
| | 1.3.13 Multa Compensatória - Cláusula Penal |
| | 1.3.14 Comissão de Permanência |
| | 1.3.15 Spread Bancário |
| | 1.4 Os Juros no Código Civil brasileiro |
| | 1.4.1 No regime de capitalização simples, os juros são calculados de forma linear. Ao final de 12 meses o saldo devedor corresponde a R$ 220.000,00 |
| | 1.4.2 No regime de juros compostos, os juros são calculados de forma exponencial, ou mensalmente capitalizada. Ao final de 12 meses o saldo devedor corresponde a R$ 313.842,84 |
| | 1.5 Os Juros nos Tribunais Superiores |
| | 1.5.1 Superior Tribunal de Justiça |
| | 1.5.2 Supremo Tribunal Federal |
| | 1.5.3 Juros Bancários: na Ordem Econômica Financeira |
| | 1.6 Juros bancários: Limites e Possibilidades |
| | 1.6.1 Limites dos Juros Bancários |
| | 1.6.2 Hipóteses: Limites das Taxas de Juros Bancários |
| | 1.6.2.1 Primeira Hipótese |
| | 1.6.2.2 Segunda Hipótese |
| | 1.6.3 Da Taxa que Representa o Custo de Captação no Mercado |
CAPÍTULO II |
JURISPRUDÊNCIA |
CAPÍTULO III |
PRÁTICA PROCESSUAL |
INDICADORES ECONÔMICOS |
REFERÊNCIAS |
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