Antônio Lopes de Sá é Doutor em Ciências Contábeis pela Universidade do Brasil; Doutor H.C. em Letras pela Samuel Benjamin Thomas University, de Londres; Presidente da Academia Brasileira de Ciências Contábeis de 1998 a 2004; Escritor, com 178 livros editados (no Brasil, Argentina, Portugal e Espanha) e mais de 13.000 artigos publicados (no Brasil, Argentina, Venezuela, Colômbia, Chile, Estados Unidos, Portugal, Espanha, Itália etc.); Detentor da medalha de Ouro João Lira, a maior comenda outorgada pelo máximo órgão profissional no Brasil, o Conselho Federal de Contabilidade (dentre quase 400.000 profissionais só 6 possuem tal dignidade oficial); Detentor da Cruz de Honra da Sociedade Brasileira de Filosofia e Cultura e Ensino; 1º Vice-Presidente da Academia Brasileira de Ciências Contábeis; Vice-Presidente da Academia Nacional de Economia; membro da Academia de Ciências Comerciais de Paris; membro da Academia Real de Ciências Econômicas e Financeiras da Espanha; Presidente de Honra do Centro de Estudos de História da Contabilidade de Portugal; membro do Instituto Internacional de Pesquisas de Nova Jersey, Estados Unidos; membro do Conselho Consultivo do Conselho Federal de Contabilidade; Contador Emérito dos Países Andinos; Contador de Honra e Mérito de todas as Américas, diplomado pela Associação Interamericana de Contabilidade (que reúne todos os Países do Continente); Comendador da República, por decreto Presidencial; Presidente do VII e VIII Congresso Brasileiro de Contabilidade; Presidente do Seminário Latino de Cultural Contábil, do I ao VII; Detentor do prêmio de literatura cientifica outorgado pela revista Técnica Contable, de Madri, Espanha, recebido na Embaixada Brasileira com a presença de todos os Presidentes das maiores entidades espanholas da classe Contábil; Presidente do Conselho Científico da Revista JTCE, de Lisboa até 2004; membro do Conselho editorial da Revista Brasileira de Contabilidade, da Revista de Contabilidade do CRC do Rio Grande do Sul, da Revista da Fundação Álvares Penteado de São Paulo, da Revista Ibero-Americana de Contabilidade, da Revista Italiana de História da Contabilidade, da Revista de Contabilidade da Universidade do Chile, da Revista de Contabilidade da Associação dos Professores Universitários de Contabilidade da Espanha, da Revista Contabilidade e Informação da Universidade de Ijuí, do Conselho Editorial da Juruá; membro do Conselho Consultivo da Fundação Brasileira de Contabilidade; membro da comissão de normas contábeis do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, em 1980; Perito, Assessor e Consultor de importantes instituições e empresas como a Gerdau - AÇOMINAS, AMBEV, Transportes ATLAS, Comissão de Controle do Espaço Aéreo da Amazônia etc.; Detentor de mais de 250 dignidades por homenagens de Academias, Universidades, Centros de Cultura e Entidades oficiais nacionais e internacionais.
| 1 - ENTENDIMENTOS PRELIMINARES SOBRE O CUSTO |
| | 1.1 Todas as coisas possuem por origem um custo |
| | 1.2 Em contabilidade custo é um dispêndio patrimonial |
| | 1.3 Custos são fatos especiais em contabilidade |
| | 1.4 Para efeitos contábeis é preciso que se possua informação sobre todo e qualquer gasto |
| | 1.5 Um exemplo rudimentar da utilidade de conhecer custos |
| | 1.6 A contabilidade de custos engloba dois aspectos distintos |
| | 1.7 A tecnologia da informação dos custos é característica |
| | 1.8 Todos podem apurar custos, inclusive pequenas empresas |
| | 1.9 Simplicidade e complexidade podem ser adotadas |
| | 1.10 As empresas podem gastar com coisas de naturezas físicas diferentes, mas em todas os elementos contábeis, face a composição dos custos são classificáveis sob o mesmo critério |
| | 1.11 Custo de produção é um gasto para criar ? ou aumentar a utilidade de alguma coisa, possuindo característica própria, inconfundível |
| | 1.12 O que interessa conhecer como aplicado na produção ou atividade é importante para a tecnologia a ser adotada na implantação de um sistema contábil de custos |
| | 1.13 Custo absoluto não existe |
| | 1.14 O que se aplica na produção tem participações e aspectos diferentes em relação à esta |
| | 1.15 Na gerência dos custos é preciso analisar a eficácia dos mesmos |
| | 1.16 Os custos têm significados diferentes em relação ao tempo a que se referem |
| | 1.17 Os custos teóricos ajudam ao planejamento e ao controle, possuindo características próprias,servindo inclusive de modelos ou padrões |
| | 1.18 O custo padrão ou estândar surgiu como um modelo para reduzir riscos de previsão, mas não evitou a ocorrência de outros problemas |
2 - ELEMENTOS QUE COMPÕEM OS CUSTOS DOS PRODUTOS |
| | 2.1 Composição básica do custo |
| | 2.2 Termos usados para identificar os componentes são empregados na contabilidade de custos |
| | 2.3 Como existem aplicações diferentes das matérias elas necessitam de identificações claras e objetivas |
| | 2.4 A remuneração do trabalho também ocorre com diferenças de participação nos produtos |
| | 2.5 Inclusões e exclusões no custo da mão-deobra merecem considerações especiais |
| | 2.6 Nem toda mão de obra se aplica diretamente à produção embora participe do processo produtivo |
| | 2.7 Diversos custos que não se integram ao produto são entretanto necessários e ocorrem habitualmente |
| | 2.8 São indiretos todos os custos que embora necessários não participam da constituição substancial do produto |
| | 2.9 O fato do ser fixo ou variável está ligado ao volume de produção e não ao de ser apenas componente de custo |
3 - INVERSÃO PARTICIPATIVA DOS ELEMENTOS DE CUSTOS |
| | 3.1 O declínio do custo de mão de obra |
| | 3.2 A ascensão dos custos indiretos |
| | 3.3 Rateios dos custos indiretos |
4 - CONCEITOS QUE DISCIPLINAM A CLASSIFICAÇÃO DOS CUSTOS |
| | 4.1 Linguagem contábil nos custos |
| | 4.2 Alguns conceitos são deveras importantes e devem ser inconfundíveis |
| | 4.3 A formação de um produto começa com os custos primários |
| | 4.4 O complexo custo de produção nem sempre está de acordo com o que se tem denominado "custo de produtos vendidos" evidenciado nas demonstrações de resultado do exercício |
| | 4.5 Além dos custos técnicos outros mais existem e que são relativos a despesas outras ligadas à atividade geral do empreendimento |
| | 4.6 A classificação de custos técnicos e a de complementares precisa respeitar a natureza da empresa ou instituição |
| | 4.7 Existem custos que não são contabilizáveis quase sempre, mas computáveis para a formação do preço de venda |
5 - NOÇÕES GERAIS E CRITÉRIOS DE ESCRITURAÇÃO DOS CUSTOS |
| | 5.1 A escrituração de custos é peculiar e tem objetivos bem definidos |
| | 5.2 A escrituração de custos parte de simples coletas de dados até alcançar os objetivos finais que a justificam |
| | 5.3 Na prática da escrita contábil de custos seis operações fundamentais destacam-se como relevantes |
| | 5.4 A coleta de dados é conseqüência de uma observação somada a um critério de controle para garantir precisão, clareza e segurança, gerando anotações como memória dos acontecimentos |
| | 5.5 Alem de coletar é preciso anotar de forma técnica de modo a ensejar classificações racionais dos dados |
| | 5.6 O plano de contas de custos é uma orientação que determina as linhas a serem seguidas na escrituração |
| | 5.7 Exemplo de um elenco de contas de um plano de custos |
| | 5.8 Dados coletados visam a gerar registros contábeis de custos, representando o iníciode um processo |
| | 5.9 A apuração dos custos deriva-se dos registros e deve atender a peculiaridade da produção |
| | 5.10 Os registros do custo por obra devem atribuir a cada unidade de produção as suas pertinentes cargas |
| | 5.11 A apuração dos custos por processos contínuos preocupa-se com as fases de produção ou setores que as executam |
| | 5.12 Conjuntos de produções para formarem um novo produto requerem apurações especiais |
6 - PARTICULARIDADES NA IMPLANTAÇÃO DE UMA CONTADORIA DE CUSTOS |
| | 6.1 A escrita contábil de custos requer uma organização específica |
| | 6.2 A escrita de custos requer profissional com perfil definido |
| | 6.3 A organização de uma escrita de custos demanda outras abrangendo a das fontes de dados |
| | 6.4 A distribuição do trabalho na contadoria de custos deve ser racional de modo a garantir segurança e rapidez a informação |
| | 6.5 A distribuição do trabalho na contadoria de custos deve estar apoiada por rotinas racionais elaboradas de forma bem didática |
| | 6.6 Conforme a metodologia organizacional adotada a contadoria de custos pode adotar divisões especiais |
| | 6.7 A metodologia adotada na contadoria de custos deve basear-se em critérios especiais |
7 - ASPECTOS RELEVANTES NA ANÁLISE CONTÁBIL DOS CUSTOS |
| | 7.1 Os custos possuem aspectos especiais de observação que ajudam melhor a entender a importância que possuem |
| | 7.2 O objeto de exame depende do interesse em analisar e pode ser único ou comum a vários setores |
| | 7.3 A atividade de um empreendimento é contínua, mas, tem estágios nos quais ocorrem sempre custos |
| | 7.4 O período ao qual se refere o custo é um aspecto ligado relativamente à época de ocorrência do mesmo |
| | 7.5 Volume produzido e custo de produção oferecem uma razão inversa |
| | 7.6 Nem tudo o que se gasta resulta em proveito |
| | 7.7 Um custo pode ter finalidade exclusiva para um objetivo determinado |
8 - OBTENÇÃO DOS DADOS CONTÁ BEIS RELATIVOS AOS CUSTOS DE MATERIAIS |
| | 8.1 Todos os materiais precisam de controle para ensejar informe confiável |
| | 8.2 Tudo se inicía no momento em que para prevenir o suprimento de materiais se realiza a requisição de compras |
| | 8.3 Quando os materiais a serem comprados possuem vários preços imprescindíveis são as pesquisas sobre estes |
| | 8.4 Formalizar as compras exige expedição de uma ordem de fornecimento |
| | 8.5 Autorizações de fornecimento devem coincidir com os recebimentos efetivos de materiais |
| | 8.6 Os registros de controle dos materiais devem envolver toda a movimentação ocorrida |
| | 8.7 As requisições e devoluções de materiais se sujeitam a formalização pertinente |
| | 8.9 Compras variadas requerem distribuição contabil pelos setores competentes |
9 - OBTENÇÃO DOS DADOS CONTÁBEIS SOBRE OS CUSTOS DE MÃO DE OBRA |
| | 9.1 Necessários se fazem cuidados com a aplicação de um método seguro na organização contábilda mão de obra |
| | 9.2 Necessários se fazem os registros e arquivos do pessoal de produção para que possam ensejar um controle satisfatório |
| | 9.3 O trabalho executado pelo pessoal exige controle desde a origem |
| | 9.4 Os pagamentos relativos à mão de obra requerem controles compativeis com os sistemas de registros adotados |
| | 9.5 Conforme o sistema de produção é realizado uma distribuição ou atribuição da mão de obra a cadaunidade ou centro pertinente |
| | 9.6 O pagamento aos operários gera outros gastos relevantes que são custos da mão-de-obra |
| | 9.7 Existem casos especiais que aumentam ainda mais os custos da mão de obra |
10 - OBTENÇÃO DOS DADOS CONTÁBEIS SOBRE OS GASTOS INDIRETOS DE PRODUÇÃO |
| | 10.1 Gastos indiretos de produção podem crescer na medida em que o empreendimento mais investir em maquinária e equipamentos |
| | 10.2 Os custos indiretos precisam cuidados em seu acompanhamento e classificações |
| | 10.3 Custos fixos e variáveis produzem influências diferentes sobre o custo da unidade em relação àquantidade produzida |
| | 10.4 Natural é que de acordo com a natureza da produção se modifique o critério de distribuição dos custos |
| | 10.5 São peculiares as distribuições de custos indiretos por setores ou fases da produção contínua |
| | 10.6 Critérios especiais de distribuições de custos indiretos ocorrem na apuração do custo por obras |
| | 10.7 As atribuições de custos indiretos ás unidades de produtos decorrem do que se distribuiu aos centros de produção |
11 - OBTENÇÃO DOS DADOS CONTÁBEIS SOBRE OS GASTOS NOS SERVIÇOS AUXILIARES DE PRODUÇÃO |
| | 11.1 Os serviços auxiliares da produção constituem-se em centros de uma produção autonoma em relação àquela principal da empresa |
| | 11.2 Só se consideram realmente como ligados ao sentido de produção, para fins de custos, os bens destinados ao suprimento da utilidade principal perseguida pela empresa ou instituição |
| | 11.3 Os serviços de apoio precisam de organização semelhante à que se adota para os demais setores da empresa e deve seguir ao padrão geral |
12 - PRINCÍPIOS E OBSERVAÇÕES GERAIS SOBRE CONTROLES INTERNOS PARA FINS DE CUSTOS |
| | 12.1 Controles internos devem possuir qualidade técnica |
| | 12.2 Controles sobre as rotinas de trabalhos |
| | 12.3 Controles das previsões |
13 - DEMONSTRAÇÕES DE CUSTOS |
| | 13.1 As escrita contábil de custos e demonstrações de custos são instrumentos contábeis que possuem características e critérios distintos |
| | 13.2 Há um sistema de informação de custos sustentado por métodos variados aplicados às demonstrações, visando amplas análises, desde fatos isolados até aos comparados |
| | 13.3 As demonstrações e a escrita contábil de custos muito se beneficiaram com a informática |
| | 13.4 As demonstrações e a escrita contábil de custos exigem especiais observações e coletas de informações |
| | 13.5 Existem demonstrativos de custos que se elaboram em folhas analíticas de acôrdo com as necessidades informativas |
| | 13.6 Padrões de sistemas de custos nem sempre se adaptam às necessidades |
| | 13.7 Os mapas de custos possuem por objetivo ampliar informações através de maiores detalhes quase sempre tendo por base as folhas de custos |
| | 13.8 Os fluxos de custos possuem por objetivo apresentar informações sobre a dinâmica de fatos ligados a aplicações na produção ou manutenção da atividade empresarial ou institucional |
14 - QUALIDADES CONTÁBEIS EXIGÍVEIS NO SETOR DE CUSTOS |
| | 14.1 Pelo menos sete requisitos fundamentais devem ser observados para alcançar a qualidade técnica contábil dos custos |
| | 14.2 Uma informação sobre custos deve ocorrer com segurança e no menor tempo possível |
| | 14.3 Não bastam as informações sendo necessário que elas sejam compreensíveis |
| | 14.4 Havendo dificuldade em extrair conclusões sobre as informações de custos certamente elas deixarão de alcançar o objetivo que as justificaria |
| | 14.5 Para ser eficiente um serviço de custos deve banir a burocracia |
| | 14.6 Informações devem ser de fácil compulsação e prática utilização |
| | 14.7 Para apoiar estudos ou suplementá-los é necessário que a informação ofereça meios suficientes para tanto |
| | 14.8 Para fins fiscais, periciais, legais, a escrita de custos deve estar em harmonia com a escrita geral |
| | 14.9 Um eficiente sistema de contabilidade de custos ajuda a competição nos mercados |
REFERÊNCIAS |
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