Para garantir crescimento econômico e prosperidade, é preciso promover desenvolvimento tecnológico. Entre os anos 1980 e 2000, a economia brasileira praticamente estagnou, enquanto que a sul-coreana se tornou uma das modernas do mundo, trazendo bem-estar para a população local. A razão do intenso progresso tecnológico da Coréia do Sul é analisada neste livro, trazendo lições para as políticas públicas brasileiras.
A necessidade de respeitar patentes levou os países de industrialização tardia a buscar novos meios de incorporar tecnologias. Para se adaptar, a Coréia integrou suas indústrias aos centros de pesquisa públicos. Para isso contribuíram o avanço educacional das décadas anteriores e a industrialização baseada em empresas nacionais associadas a institutos públicos de pesquisa.
O Brasil, por sua vez, enfrentou dificuldades no ambiente de patentes rígidas, o que se deveu especialmente à deficiência da educação pública na qualificação da mão-de-obra e à industrialização baseada em investimentos estrangeiros dissociados de pesquisas.
Além de examinar as razões do atraso nacional nesse campo, o livro busca caminhos para que o crescimento brasileiro não se baseie apenas na produção de bens primários, mas sim na incorporação de tecnologia. Parte da solução depende da aproximação do setor produtivo nacional com o acadêmico, permitindo que a relevante produção científica brasileira se converta em tecnologias úteis à concepção e à produção de itens de maior valor.
Rafael Dubeux é Mestre em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília – UnB e Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco – FDR/UFPE; Advogado da União e Assessor Jurídico na Controladoria-Geral da União; Editor do Instituto Alvorada, instituição não-governamental de debates sobre a formulação e a execução de políticas públicas nacionais.
| LISTA DE SIGLAS |
INTRODUÇÃO |
Capítulo 1 - O PAPEL DA INOVAÇÃO TECNOLÓGICA |
| | 1 Progresso tecnológico e desenvolvimento econômico |
| | 2 Tecnologia, inovação e patentes |
| | 3 Os tratados internacionais sobre propriedade intelectual |
| | 4 A cultura empresarial e seus reflexos econômicos |
| | 5 Instrumentos estatais de fomento à pesquisa e à tecnologia |
| | 6 Institutos públicos de pesquisa e suas relações com empresas privadas |
Capítulo 2 - A PRODUÇÃO DE TECNOLOGIA NO BRASIL |
| | 1 Histórico da industrialização no Brasil |
| | 2 Patentes no Brasil: antes e depois do Acordo Trips |
| | 3 Mecanismos de integração de institutos públicos com empresas privadas |
| | 4 Institutos públicos de pesquisa e relação com as empresas brasileiras |
Capítulo 3 - A PRODUÇÃO DE TECNOLOGIA NA COREIA DO SUL |
| | 1 Histórico da industrialização na Coreia do Sul |
| | 1.1 O papel dos chaebols |
| | 1.2 O aprendizado tecnológico |
| | 2 Patentes na Coreia do Sul: da imitação àinovação |
| | 3 Mecanismos de integração de institutos públicos com empresas privadas |
| | 4 Institutos públicos de pesquisa e relação com as empresas sul-coreanas |
Capítulo 4 - COMPARAÇÕES DA LEGISLAÇÃO E SUAS REPERCUSSÕES NA INOVAÇÃO |
| | 1 Comparação dos institutos legais e do processo de industrialização |
| | 2 Diferenças na participação em P&D dos institutos públicos de pesquisa e das empresas privadas |
| | 3 Reflexos da legislação sobre a produção de patentes |
| | 4 Mudança no regime internacional da propriedade intelectual e reflexos nas estratégias de desenvolvimento econômico |
CONCLUSÃO |
REFERÊNCIAS |
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