Capa do livro: Fixação do Valor Indenizatório na Sentença Condenatória Penal - À Luz do Devido Processo - Coleção Direito Penal e Econômico - Coordenadores da Coleção: Fabio Bechara e Marco Aurélio Florêncio Filho, Carlos Eduardo de Moraes Domingos

Fixação do Valor Indenizatório na Sentença Condenatória Penal - À Luz do Devido Processo - Coleção Direito Penal e Econômico - Coordenadores da Coleção: Fabio Bechara e Marco Aurélio Florêncio Filho

Carlos Eduardo de Moraes Domingos

    Preço

    por R$ 169,90

    Ficha técnica

    Autor/Autores: Carlos Eduardo de Moraes Domingos

    ISBN v. impressa: 978652631980-2

    ISBN v. digital: 978652631969-7

    Acabamento: Brochura

    Formato: 15,0x21,0 cm

    Peso: 463grs.

    Número de páginas: 362

    Publicado em: 19/01/2026

    Área(s): Direito - Penal

    Sinopse

    A obra Fixação do Valor Indenizatório na Sentença Condenatória Penal à Luz do Devido Processo, de Carlos Eduardo de Moraes Domingos, resulta de dissertação de mestrado defendida na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e integra a Coleção Direito Penal Econômico da Editora Juruá.

    O livro analisa, sob perspectiva procedimental, a fixação do valor mínimo da indenização na sentença penal condenatória, tema que ganhou relevo após a Lei nº 11.719/2008, a qual autorizou o magistrado a estabelecer a reparação civil, mas não definiu o procedimento aplicável, gerando insegurança prática e teórica.

    O autor desloca o debate do aspecto quantitativo para o “como fixar”, examinando a sentença penal como instrumento de coordenação entre as jurisdições penal e civil. Sustenta que, embora a indenização mantenha natureza de direito civil, sua definição no processo penal exige a incidência combinada de normas e princípios processuais penais e civis, com observância do devido processo legal e do contraditório.

    A obra propõe parâmetros claros para a fixação do valor indenizatório, abordando temas como legitimidade para o pedido, limites da instrução probatória, recorribilidade do capítulo civil da sentença e possibilidade de rediscussão do valor no juízo cível. Também examina os impactos da justiça penal negocial e os riscos de sobreposição de sanções.

    Com clareza, originalidade e relevância prática, o livro contribui de forma consistente para pesquisadores, operadores do direito e estudantes interessados na adequada fixação da indenização na sentença penal condenatória.

    Autor(es)

    CARLOS EDUARDO DE MORAES DOMINGOS

    Possui graduação em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2011) e mestrado em Direito Processual pela Universidade de São Paulo (2019). Atualmente é juiz substituto - Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito.

    Sumário

    INTRODUÇÃO

    PARTE I - FUNDAMENTOS TEÓRICOS

    1 DISTINÇÃO ENTRE O ATO ILÍCITO CIVIL E O ATO ILÍCITO PENAL

    1.1 A VALORAÇÃO JURÍDICA DO ATO ILÍCITO

    1.1.1 Fundamentos da Responsabilidade

    1.1.2 Múltipla Incidência Normativa

    1.2 A SEPARAÇÃO PROGRESSIVA ENTRE O ATO ILÍCITO CIVIL E O ATO ILÍCITO PENAL

    1.3 CRITÉRIOS DISTINTIVOS ENTRE O ATO ILÍCITO CIVIL E O ATO ILÍCITO PENAL

    1.4 REAPROXIMAÇÃO DAS RESPONSABILIDADES CIVIL E PENAL: REVALORIZAÇÃO DA VÍTIMA E PREVENÇÃO GERAL

    1.4.1 Movimento de Revalorização da Vítima no Processo Penal

    1.4.2 A Prevenção Geral pela Responsabilidade Civil

    2 SISTEMAS DE COORDENAÇÃO DE JURISDIÇÕES ESPECIALIZADAS

    2.1 JURISDIÇÃO: CONCEITO, INDEPENDÊNCIA E COORDENAÇÃO

    2.2 DISTINÇÃO ENTRE JURISDIÇÃO CIVIL E JURISDIÇÃO PENAL

    2.2.1 Objeto do Processo Penal e do Processo Civil

    2.2.2 O Conteúdo da Pretensão Processual e Normas de Competência

    2.3 A SISTEMATIZAÇÃO DA COORDENAÇÃO DE JURISDIÇÕES ESPECIALIZADAS NO JULGAMENTO DA REPARAÇÃO DO DANO

    2.4 SISTEMA DA CONFUSÃO OU IDENTIDADE

    2.5 SISTEMA DA SOLIDARIEDADE OU CUMULAÇÃO DE INSTÂNCIAS

    2.5.1 Natureza Jurídica e Normas Aplicáveis à Pretensão Civil Cumulada no Processo Penal

    2.6 SISTEMA DA LIVRE ESCOLHA OU CUMULAÇÃO FACULTATIVA

    2.6.1 A Autoridade da Coisa Julgada Criminal no Âmbito Cível

    2.7 SISTEMA DA SEPARAÇÃO DE INSTÂNCIAS OU INDEPENDÊNCIA

    2.8 COORDENAÇÃO DE JURISDIÇÕES ESPECIALIZADAS E GARANTIAS PROCESSUAIS

    3 O DEVIDO PROCESSO ENQUANTO PARADIGMA NECESSÁRIO À FIXAÇÃO DE VALOR INDENIZATÓRIO CIVIL NO PROCESSO PENAL

    3.1 A CONCEITUAÇÃO DE PRINCÍPIO E SUA FUNÇÃO NO SISTEMA PROCESSUAL

    3.2 O DEVIDO PROCESSO LEGAL: GARANTIA PROCESSUAL SÍNTESE

    3.3 O DEVIDO PROCESSO PENAL

    3.4 IMPARCIALIDADE DO JULGADOR

    3.5 CONTRADITÓRIO

    3.6 AMPLA DEFESA

    3.7 IGUALDADE E TRATAMENTO PARITÁRIO DOS SUJEITOS PARCIAIS

    3.8 DEVIDO PROCEDIMENTO LEGAL

    3.9 ACESSO À JUSTIÇA

    3.10 MOTIVAÇÃO DAS DECISÕES PENAIS

    3.11 RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO PENAL

    3.12 SEGURANÇA JURÍDICA

    PARTE II - A FIXAÇÃO DE VALOR INDENIZATÓRIO NA SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA À LUZ DO DEVIDO PROCESSO NO DIREITO BRASILEIRO

    4 REPARAÇÃO CIVIL PELA INFRAÇÃO PENAL NO DIREITO BRASILEIRO: PERSPECTIVA HISTÓRICA

    4.1 PERÍODO IMPERIAL: CÓDIGO CRIMINAL DE 1830 CÓDIGO DE PROCESSO CRIMINAL DE 1832

    4.2 O INÍCIO DO PERÍODO REPUBLICANO: O CÓDIGO PENAL DE 1890 E O CÓDIGO CIVIL DE 1916

    4.3 CÓDIGOS DE PROCESSO PENAL ESTADUAIS

    4.4 CÓDIGO DE PENAL DE 1940

    4.5 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL DE 1941

    4.6 LEI DE EXECUÇÕES PENAIS (LEI 7.210/1984)

    4.7 REPARAÇÃO DOS DANOS E EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE NOS CRIMES PREVISTOS NA LEI 8.137/1990

    4.8 LEI DOS JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS E CRIMINAIS (LEI 9.099/1995)

    4.9 A MULTA INDENIZATÓRIA NO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO (LEI 9.503/1997)

    4.10 A REPARAÇÃO DO DANO AMBIENTAL NA LEI 9.605/1998

    4.11 MEDIDAS CAUTELARES REAIS NA LEI 9.613/1998

    4.12 O CÓDIGO CIVIL DE 2002

    4.13 A COLABORAÇÃO PREMIADA NA LEI 12.850/2013

    4.14 REFORMAS SETORIAIS DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL E A LEI 11.719/2008

    5 A FIXAÇÃO DE VALOR INDENIZATÓRIO MÍNIMO NA SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA

    5.1 AUSÊNCIA DE PROCEDIMENTALIZAÇÃO

    5.2 NECESSIDADE DE PEDIDO EXPRESSO E IMPOSSIBILIDADE DA FIXAÇÃO DE VALOR INDENIZATÓRIO "EX OFFICIO"

    5.3 A LEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO E SUA ATRIBUIÇÃO CONSTITUCIONAL

    5.4 A LEGITIMIDADE DO OFENDIDO E A EXTENSÃO DOS PODERES DO ASSISTENTE DE ACUSAÇÃO

    5.5 REQUISITOS FORMAIS E MOMENTO ADEQUADO À FORMULAÇÃO DO PEDIDO INDENIZATÓRIO

    5.6 FASE INSTRUTÓRIA E PROVA DA PRETENSÃO CÍVEL

    5.7 FIXAÇÃO DE VALOR MÍNIMO INDENIZATÓRIO E SISTEMA RECURSAL

    5.8 REDISCUSSÃO DO VALOR INDENIZATÓRIO FIXADO NA SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA

    5.9 DIREITO INTERTEMPORAL

    5.10 A CONSTRUÇÃO DIALÉTICA DO VALOR INDENIZATÓRIO NO PROCESSO PENAL

    CONCLUSÃO

    REFERÊNCIAS

    Índice alfabético

    A

    • Acesso à justiça
    • Ampla defesa
    • Assistente de acusação. Legitimidade do ofendido e a extensão dos poderes do assistente de acusação
    • Ato ilícito. Critérios distintivos entre o ato ilícito civil e o ato ilícito penal
    • Ato ilícito. Prevenção geral pela responsabilidade civil
    • Ato ilícito. Reaproximação das responsabilidades civil e penal: revalorização da vítima e prevenção geral
    • Ato ilícito. Separação progressiva entre o ato ilícito civil e o ato ilícito penal
    • Ato ilícito. Valoração jurídica do ato ilícito

    C

    • Conclusão
    • Confusão. Sistema da confusão ou identidade
    • Construção dialética do valor indenizatório no processo penal
    • Contraditório
    • Coordenação de jurisdições especializadas. Sistemas

    D

    • Decisão penal. Motivação das decisões penais
    • Devido procedimento legal
    • Devido processo enquanto paradigma necessário à fixação de valor indenizatório civil no processo penal
    • Devido processo legal: garantia processual síntese
    • Devido processo penal
    • Devido processo. Fixação de valor indenizatório na sentença penal condenatória à luz do devido processo no direito brasileiro
    • Direito intertemporal

    F

    • Fixação de valor indenizatório na sentença penal condenatória à luz do devido processo no direito brasileiro
    • Fundamentos teóricos

    I

    • Identidade. Sistema da confusão ou identidade
    • Igualdade e tratamento paritário dos sujeitos parciais
    • Imparcialidade do julgador
    • Indenização. Autoridade da coisa julgada criminal no âmbito cível
    • Indenização. Devido processo enquanto paradigma necessário à fixação de valor indenizatório civil no processo penal
    • Indenização. Natureza jurídica e normas aplicáveis à pretensão civil cumulada no processo penal
    • Indenização. Requisitos formais e momento adequado à formulação do pedido indenizatório
    • Indenização. Requisitos formais e momento adequado à formulação do pedido indenizatório. Fase instrutória e prova da pretensão cível
    • Indenização. Requisitos formais e momento adequado à formulação do pedido indenizatório. Fixação de valor mínimo indenizatório e sistema recursal
    • Indenização. Requisitos formais e momento adequado à formulação do pedido indenizatório. Rediscussão do valor indenizatório fixado na sentença penal condenatória
    • Indenização. Sentença penal. Distinção entre o ato ilícito civil e o ato ilícito penal
    • Indenização. Sistema da livre escolha ou cumulação facultativa
    • Infração penal. Reparação civil pela infração penal no direito brasileiro: perspectiva histórica
    • Instância. Sistema da separação de instâncias ou independência
    • Instância. Sistema da solidariedade ou cumulação de instâncias
    • Introdução

    J

    • Jurisdição especializada. Coordenação de jurisdições especializadas e garantias processuais
    • Jurisdição especializada. Sistematização da coordenação de jurisdições especializadas no julgamento da reparação do dano
    • Jurisdição. Conteúdo da pretensão processual e normas de competência
    • Jurisdição. Distinção entre jurisdição civil e jurisdição penal
    • Jurisdição. Objeto do processo penal e do processo civil
    • Jurisdição: conceito, independência e coordenação

    L

    • Legitimidade do Ministério Público e sua atribuição constitucional
    • Legitimidade do ofendido e a extensão dos poderes do assistente de acusação

    M

    • Ministério Público. Legitimidade do Ministério Público e sua atribuição constitucional
    • Motivação das decisões penais
    • Múltipla incidência normativa

    N

    • Natureza jurídica e normas aplicáveis à pretensão civil cumulada no processo penal

    P

    • Princípio. Conceituação e sua função no sistema processual
    • Procedimento. Ausência de procedimentalização
    • Processo penal. Construção dialética do valor indenizatório no processo penal

    R

    • Razoável duração do processo penal
    • Referências
    • Reparação civil pela infração penal no direito brasileiro: perspectiva histórica
    • Reparação civil pela infração penal. Histórico. Código de Penal de 1940
    • Reparação civil pela infração penal. Histórico. Código de Processo Penal de 1941
    • Reparação civil pela infração penal. Histórico. Códigos de Processo Penal Estaduais
    • Reparação civil pela infração penal. Histórico. Início do Período Republicano: o Código Penal de 1890 e o Código Civil de 1916
    • Reparação civil pela infração penal. Histórico. Lei de Execuções Penais (Lei 7.210/1984)
    • Reparação civil pela infração penal. Histórico. Período Imperial: Código Criminal de 1830 e Código de Processo Criminal de 1832
    • Reparação de danos. Código Civil de 2002
    • Reparação de danos. Código de Processo Penal. Reformas setoriais do Código de Processo Penal e a Lei 11.719/2008
    • Reparação de danos. Colaboração premiada na Lei 12.850/2013
    • Reparação de danos. Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais (Lei 9.099/1995)
    • Reparação de danos. Medidas cautelares reais na Lei 9.613/1998
    • Reparação de danos. Multa indenizatória no Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/1997)
    • Reparação de danos. Reparação do dano ambiental na Lei 9.605/1998
    • Reparação dos danos e extinção da punibilidade nos crimes previstos na Lei 8.137/1990
    • Responsabilidade civil. Fundamentos da responsabilidade
    • Revalorização da vítima. Movimento de revalorização da vítima no processo penal

    S

    • Segurança jurídica
    • Sentença penal condenatória. Fixação de valor indenizatório na sentença penal condenatória à luz do devido processo no direito brasileiro
    • Separação progressiva entre o ato ilícito civil e o ato ilícito penal
    • Sistema da confusão ou identidade
    • Sistema da separação de instâncias ou independência
    • Sistema da solidariedade ou cumulação de instâncias
    • Sistemas de coordenação de jurisdições especializadas
    • Solidariedade. Sistema da solidariedade ou cumulação de instâncias
    • Sujeito parcial. Igualdade e tratamento paritário dos sujeitos parciais

    T

    • Tratamento paritário. Igualdade e tratamento paritário dos sujeitos parciais

    V

    • Valor indenizatório. Construção dialética do valor indenizatório no processo penal
    • Valor indenizatório. Fixação de valor indenizatório mínimo na sentença penal condenatória
    • Valor indenizatório. Fixação de valor indenizatório na sentença penal condenatória à luz do devido processo no direito brasileiro
    • Valor indenizatório. Necessidade de pedido expresso e impossibilidade da fixação de valor indenizatório "ex officio"
    • Valoração jurídica do ato ilícito