Capa do livro: Adoção da Perspectiva de Gênero nos Julgamentos de Crimes de Violência Contra as Mulheres na Justiça Militar da União - Estudo de Casos Sobre a Aplicação do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero na Justiça Castrense Federal - Biblioteca IDP - Juruá, Caroline de Paula Oliveira Piloni

Adoção da Perspectiva de Gênero nos Julgamentos de Crimes de Violência Contra as Mulheres na Justiça Militar da União - Estudo de Casos Sobre a Aplicação do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero na Justiça Castrense Federal - Biblioteca IDP - Juruá

Caroline de Paula Oliveira Piloni

    Preço

    por R$ 129,90

    Ficha técnica

    Autor/Autores: Caroline de Paula Oliveira Piloni

    ISBN: 978652631884-3

    Acabamento: Brochura

    Formato: 15,0x21,0 cm

    Peso: 285grs.

    Número de páginas: 222

    Publicado em: 17/04/2026

    Área(s): Direito - Constitucional; Direito - Penal; Direito - Processual Penal; Direito - Militar

    Sinopse

    Pode a justiça ser equitativa quando opera sob estruturas forjadas pela exclusão? Esta obra examina como a Justiça Militar da União — a mais antiga instituição do Poder Judiciário brasileiro — lida com a violência contra as mulheres nas Forças Armadas, instituições majoritariamente masculinas, erguidas sobre a hierarquia e a disciplina. A autora percorre a trajetória bicentenária da Justiça Castrense, revelando como a exclusão feminina das Forças Armadas produz reflexos na composição da magistratura militar federal, do Superior Tribunal Militar e do Ministério Público Militar. Articulando o constitucionalismo feminista e a perspectiva interseccional com compromissos internacionais como a CEDAW e a Convenção de Belém do Pará, a obra os confronta com o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero (PJPG), consolidado pela Resolução CNJ n. 492/2023.

    A análise de julgamentos de crimes contra a dignidade sexual, violência doméstica e outros delitos contra as mulheres na caserna desnuda decisões marcadas por estereótipos e invisibilização das vítimas, mas identifica sinais de transformação quando a lente de gênero é adotada. A distância entre norma e prática se revela não só jurídica, mas cultural e institucional. Mais do que diagnóstico, a obra aponta caminhos: formação em direitos humanos, monitoramento das decisões, participação equitativa de mulheres nos órgãos julgadores e no Ministério Público Militar e coleta de dados interseccionais. É um convite a repensar uma justiça que precisa enxergar a todas e a todos.

    Autor(es)

    CAROLINE DE PAULA OLIVEIRA PILONI

    Promotora de Justiça Militar desde 2013. Mestra em Direito pelo IDP. Especialista em Direito, Estado e Constituição e em Direito Anticorrupção. Foi Defensora Pública Federal (2008-2013). É Secretária-Adjunta da Secretaria de Promoção dos Direitos das Vítimas no Ministério Público Militar e membra do Comitê de Defesa dos Direitos das Vítimas do CNMP. Integra a Comissão Permanente de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (COPEVID) do Grupo Nacional de Direitos Humanos e é coautora do Protocolo de Atuação do Ministério Público Militar com Perspectiva de Gênero.

    Sumário

    INTRODUÇÃO

    Capítulo 1 A JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO (JMU) E AS MULHERES

    1.1 A HISTÓRIA CONSTITUCIONAL DA JUSTIÇA MILITAR NO BRASIL

    1.2 A ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA JMU EM TEMPO DE PAZ

    1.3 A RELAÇÃO ENTRE A PARTICIPAÇÃO FEMININA NAS FORÇAS ARMADAS E A COMPOSIÇÃO DOS ÓRGÃOS DA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO E DO MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR

    1.4 A COMPETÊNCIA DA JMU: O CONCEITO DE CRIME MILITAR

    1.5 OS CRIMES MILITARES MAIS PRATICADOS CONTRA AS MULHERES E JULGADOS NA JMU

    Capítulo 2 O PROTOCOLO PARA JULGAMENTO COM PERSPECTIVA DE GÊNERO

    2.1 O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ): CRIAÇÃO, COMPOSIÇÃO E COMPETÊNCIAS CONSTITUCIONAIS

    2.2 O PROTOCOLO PARA JULGAMENTO COM PERSPECTIVA DE GÊNERO (PJPG)

    2.2.1 A Criação do Grupo de Trabalho e o Trâmite da Proposta no CNJ

    2.2.2 Por Que um Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero?

    2.2.3 A Estrutura Metodológica do PJPG

    2.2.4 O Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero e sua Aplicação na Justiça Militar da União

    2.2.5 De Recomendação a Resolução: Por Que o PJPG se Tornou Norma de Aplicação Obrigatória no Sistema de Justiça Brasileiro?

    Capítulo 3 A APLICAÇÃO DO PJPG NOS JULGAMENTOS DE CRIMES SEXUAIS PELA JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO: ESTUDO DE CASOS

    3.1 A PESQUISA E OS DADOS FORNECIDOS

    3.2 A ANÁLISE DAS SENTENÇAS DEFINITIVAS ABSOLUTÓRIAS E CONDENATÓRIAS EM CRIMES SEXUAIS NA JMU

    3.2.1 A Descrição dos Casos

    3.2.2 Os Perfis das Vítimas

    3.2.3 Os Perfis dos Autores de Violência

    3.2.4 A (Não) Aplicação do PJPG nos Casos de Crimes de Violência de Gênero Julgados pela JMU

    3.2.5 Análise Propositiva: Sugestões para a Adequada Aplicação do PJPG na Justiça Militar da União

    CONCLUSÃO