Capa do livro: Direito Fundamental ao Clima, O - Constitucionalismo Climático, Direitos Humanos e o Papel do Ministério Público, Joana D’Arc Dias Martins

Direito Fundamental ao Clima, O - Constitucionalismo Climático, Direitos Humanos e o Papel do Ministério Público

Joana D’Arc Dias Martins

    Preço

    por R$ 79,90

    Ficha técnica

    Autor/Autores: Joana D’Arc Dias Martins

    ISBN: 978652632207-9

    Acabamento: Brochura

    Formato: 15,0x21,0 cm

    Peso: 182grs.

    Número de páginas: 142

    Publicado em: 23/06/2026

    Área(s): Direito - Constitucional

    Sinopse

    Prefácio por Luciano Furtado Loubet

    A emergência climática consolidou-se como um dos maiores desafios jurídicos do século XXI. Muito além de um problema ambiental, seus efeitos intensificam desastres, aprofundam desigualdades socioambientais e comprometem o exercício de direitos fundamentais como a vida, a saúde, a moradia, a alimentação, a segurança e a própria dignidade humana. Não por acaso, seus impactos recaem de forma particularmente severa sobre populações historicamente vulnerabilizadas, o que torna a justiça climática elemento indispensável à compreensão jurídica desse fenômeno.

    Partindo dessa constatação, a presente obra sustenta que o direito a um clima limpo, estável e seguro constitui verdadeiro direito humano e fundamental, impondo ao Estado deveres jurídicos concretos de prevenção, mitigação, adaptação e proteção. Com fundamento na Constituição Federal de 1988, no Direito Internacional dos Direitos Humanos, na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e nos mais recentes avanços do Sistema Interamericano de Direitos Humanos, a autora demonstra como a proteção climática passou a integrar o núcleo essencial do constitucionalismo contemporâneo.

    O livro examina, ainda, a dimensão transnacional do constitucionalismo climático, marcada pelo diálogo entre fontes normativas, tribunais constitucionais, cortes internacionais e decisões paradigmáticas proferidas em diversas partes do mundo, que vêm redefinindo os contornos da responsabilidade estatal diante da emergência climática.

    Em abordagem inovadora, analisa o papel do Ministério Público brasileiro na promoção da justiça climática, defendendo sua atuação estratégica, preventiva e resolutiva na tutela das presentes e futuras gerações e na concretização do direito fundamental ao clima.

    Mais do que um estudo sobre mudanças climáticas, esta obra propõe uma nova compreensão do Estado Constitucional contemporâneo: proteger o clima deixou de ser uma escolha política para afirmar-se como uma exigência jurídica indispensável à preservação das condições de existência das presentes e futuras gerações.

    Autor(es)

    JOANA D’ARC DIAS MARTINS

    Promotora de Justiça do Ministério Público do Estado do Acre e Diretora do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF/MPAC). Doutora e Mestre em Direito. Especialista em Direito Ambiental, Direitos Humanos, Direito Processual Civil e Direito Público. É autora das obras “Tributação, Consumo e Meio Ambiente: a tributação ambiental como controle do consumo e seus reflexos no meio ambiente”, “Mudanças Climáticas em Face do Atual Estado de Coisa Inconstitucional e Inconvencional” e “Desastres Ambientais e Violação de Direitos Humanos e Fundamentais: a Mudança Climática como Multiplicador de Riscos”.

    Sumário

    INTRODUÇÃO

    Capítulo 1 - CRISE CLIMÁTICA, DIREITOS HUMANOS E CONSTITUCIONALISMO CLIMÁTICO

    1.1 A CRISE CLIMÁTICA COMO DESAFIO JURÍDICO DA CONTEMPORANEIDADE

    1.2 ESTADO, RISCO E TRANSFORMAÇÃO DAS CATEGORIAS JURÍDICAS TRADICIONAIS

    1.3 DO CONSTITUCIONALISMO AMBIENTAL AO CONSTITUCIONALISMO CLIMÁTICO: TRANSIÇÃO PARADIGMÁTICA

    1.4 AS VIAS DE CONSTITUCIONALIZAÇÃO DA PROTEÇÃO CLIMÁTICA

    1.5 DESENVOLVIMENTO DO CONSTITUCIONALISMO CLIMÁTICO NO BRASIL

    1.6 A DIMENSÃO TRANSNACIONAL DO CONSTITUCIONALISMO CLIMÁTICO

    Capítulo 2 - O DIREITO HUMANO E FUNDAMENTAL A UM CLIMA LIMPO, ESTÁVEL E SEGURO E SEUS MECANISMOS DE PROTEÇÃO

    2.1 DO RECONHECIMENTO INTERNACIONAL AO FORTALECIMENTO NORMATIVO: O CLIMA COMO DIREITO HUMANO E FUNDAMENTAL E SUA VINCULAÇÃO AO PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA

    2.2 DESASTRES AMBIENTAIS E VIOLAÇÕES DE DIREITOS HUMANOS E FUNDAMENTAIS: AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS COMO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO DE RISCOS

    2.3 O DIREITO FUNDAMENTAL AO CLIMA E OS CORRELATOS DEVERES DE PROTEÇÃO ESTATAL NA CONSTITUIÇÃO DE 1988

    2.4 O PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA PROIBIÇÃO DE RETROCESSO E O DEVER DE PROGRESSIVIDADE DA PROTEÇÃO ECOLÓGICA

    2.5 DIÁLOGO DAS FONTES E CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE E CONVENCIONALIDADE CLIMÁTICA

    2.6 GARANTIA DO DIREITO AO MÍNIMO EXISTENCIAL AMBIENTAL E CLIMÁTICO E O CONTROLE JUDICIAL DAS POLÍTICAS PÚBLICAS

    Capítulo 3 - O PAPEL DO MINISTÉRIO PÚBLICO NA PROTEÇÃO DO DIREITO FUNDAMENTAL AO CLIMA: LEGITIMIDADE INSTITUCIONAL, INSTRUMENTOS JURÍDICOS E PARÂMETROS INTERNACIONAIS DE ATUAÇÃO

    3.1 O MINISTÉRIO PÚBLICO NA ORDEM CONSTITUCIONAL DE 1988: PERFIL INSTITUCIONAL E VOCAÇÃO PARA A TUTELA DE INTERESSES ESTRUTURAIS

    3.2 O CLIMA COMO INTERESSE DIFUSO ESTRUTURANTE

    3.3 LITIGÂNCIA CLIMÁTICA E A ATUAÇÃO ESTRATÉGICA DO MINISTÉRIO PÚBLICO NA DEFESA DO DIREITO FUNDAMENTAL AO CLIMA

    3.4 ATUAÇÃO INSTITUCIONAL PARA ALÉM DO LITÍGIO: TRANSVERSALIDADE E PREVENÇÃO NA TUTELA CLIMÁTICA

    3.5 O DEVER DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE EXERCER O CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE E DE CONVENCIONALIDADE NA TUTELA CLIMÁTICA

    CONCLUSÃO

    REFERÊNCIAS