Capa do livro: Acordo de não Persecução Penal no Crime de Corrupção Passiva - Desafios e Impactos na Justiça Penal e na Administração Pública - Biblioteca IDP - Juruá, Lilian Scavuzzi

Acordo de não Persecução Penal no Crime de Corrupção Passiva - Desafios e Impactos na Justiça Penal e na Administração Pública - Biblioteca IDP - Juruá

Lilian Scavuzzi

    Preço

    por R$ 79,90

    Ficha técnica

    Autor/Autores: Lilian Scavuzzi

    ISBN v. impressa: 978652632594-0

    ISBN v. digital: 978652632584-1

    Acabamento: Brochura

    Formato: 15,0x21,0 cm

    Peso: 182grs.

    Número de páginas: 142

    Publicado em: 31/07/2026

    Área(s): Direito - Penal; Direito - Processual Penal

    Sinopse

    Apresentação por Min. Do STM Celso Luiz Nazareth - Prefácio por Prof. Dr. Alexandre Wunderlich

    Esta obra examina a aplicação do Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) ao crime de corrupção passiva (art. 317 do Código Penal), à luz do art. 28-A do Código de Processo Penal. A partir de uma abordagem dogmática, político-criminal e jurisprudencial, o livro analisa os desafios e os impactos da justiça penal consensual na tutela da Administração Pública, especialmente difiança nas instituições.

    A autora investiga se é juridicamente possível e politicamente legítima a celebração de acordo penal em casos de corrupção passiva, sem comprometer a função sancionadora do Direito Penal nem enfraquecer a resposta estatal a delitos que afetam bens jurídicos coletivos e difusos. Para isso, propõe critérios objetivos e fundamentados para a aferição da suficiência da resposta consensual, com destaque para a reparação do dano, a recuperação de ativos, a confissão, a proporcionalidade das condições pactuadas e a análise concreta dos vetores do art. 59 do Código Penal.

    O livro defende que o ANPP pode ser um instrumento legítimo de racionalização do sistema de Justiça Criminal, desde que aplicado com cautela, motivação idônea e rigoroso controle institucional. Ao afastar soluções automáticas ou desproporcionais, a obra contribui para a construção de parâmetros seguros na utilização dos negócios jurídicos penais em crimes contra a Administração Pública, reforçando o compromisso do Estado com a integridade, a efetividade da resposta penal e a reparação dos danos causados pela corrupção.

    Autor(es)

    LILIAN SCAVUZZI CRAVO MAIURINO

    Doutoranda em Direito Constitucional pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa — IDP, em Brasília, e mestre em Direito, Justiça e Desenvolvimento pela mesma instituição. Possui Diploma de Estudos Avançados em Direito Penal pela Universidade Pompeu Fabra, em Barcelona, além de especialização em Direito Público pela Universidade Salvador — UNIFACS e em Direito Militar pelo CBEPJUR, no Rio de Janeiro. É Analista Judiciária do Superior Tribunal Militar e atua como Assessora Jurídica de Ministro da Corte.

    Sumário

    INTRODUÇÃO

    1 JUSTIÇA PENAL NEGOCIADA NO BRASIL

    1.1 DIREITO COMPARADO E SUA INFLUÊNCIA NO BRASIL

    1.1.1 O sistema Adversarial no Direito Costumeiro e o Nascimento da Justiça Negociada

    1.1.2 A Justiça Negociada e algumas Experiências Europeias

    1.2 HISTÓRICO DA JUSTIÇA PENAL NEGOCIADA NO BRASIL

    1.2.1 Primeira Dimensão: a Justiça Negociada na Lei 9.099/95 - Transação Penal e Suspensão Condicional do Processo

    1.2.2 Segunda Dimensão: a Justiça Negociada na Lei 12.850/13 - Colaboração Premiada

    1.2.3 Terceira Dimensão: a Justiça Negociada na Lei 13.964/19 - Acordo de Não Persecução Penal

    2 CRIME DE CORRUPÇÃO PASSIVA

    2.1 CORRUPÇÃO PASSIVA: CONCEITO E ORIGENS

    2.2 FUNDAMENTO JURÍDICO DA CRIMINALIZAÇÃO E O BEM JURÍDICO

    2.3 ELEMENTOS ESTRUTURANTES DO TIPO PENAL

    2.4 CORRUPÇÃO PASSIVA E ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL - PRIMEIRAS OBSERVAÇÕES

    3 QUESTÕES FUNDAMENTAIS SOBRE O ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL NO CRIME DE CORRUPÇÃO PASSIVA

    3.1 PRESSUPOSTOS OBJETIVOS E SUBJETIVOS PARA O ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL NA CORRUPÇÃO PASSIVA

    3.2 NECESSIDADE E SUFICIÊNCIA PARA REPROVAÇÃO E PREVENÇÃO DO CRIME DE CORRUPÇÃO PASSIVA

    3.3 CONFISSÃO E SEUS DESDOBRAMENTOS PARA O FUNCIONÁRIO PÚBLICO

    3.4 A REPARAÇÃO DO DANO

    3.5 BENEFÍCIOS POSSÍVEIS E PONTOS NEGATIVOS: INSTRUMENTO DE POLÍTICA CRIMINAL NO ENFRENTAMENTO À CORRUPÇÃO?

    CONCLUSÃO

    REFERÊNCIAS