Capa do livro: Juízo 100% Digital e o Acesso à Justiça para Grupos Vulneráveis no Brasil, O - Impactos, Desafios e Alternativas - Biblioteca de Referência em Políticas Públicas - CEUB, Romulo Renato Cruz Santana

Juízo 100% Digital e o Acesso à Justiça para Grupos Vulneráveis no Brasil, O - Impactos, Desafios e Alternativas - Biblioteca de Referência em Políticas Públicas - CEUB

Romulo Renato Cruz Santana

    Preço

    por R$ 169,90

    Ficha técnica

    Autor/Autores: Romulo Renato Cruz Santana

    ISBN v. impressa: 978652632477-6

    ISBN v. digital: 978652632854-5

    Acabamento: Brochura

    Formato: 15,0x21,0 cm

    Peso: 377grs.

    Número de páginas: 300

    Publicado em: 29/10/2026

    Área(s): Direito - Constitucional; Direito - Ensino Jurídico e Metodologia; Direito - Processual Civil; Direito - Teoria Geral do Direito

    Sinopse

    A tecnologia aproximou pessoas, reduziu distâncias e transformou profundamente a maneira como nos relacionamos com instituições. No Poder Judiciário não foi diferente. Mas uma pergunta permanece: quando a Justiça se torna digital, todos conseguem acompanhá-la?

    Este livro nasce dessa inquietação.

    Ao analisar o Juízo 100% Digital e seus impactos sobre grupos vulneráveis, a obra vai além da discussão sobre ferramentas tecnológicas. O que está em debate é o próprio sentido do acesso à justiça em uma sociedade marcada por profundas desigualdades sociais, econômicas, educacionais e digitais.

    A partir do diálogo entre Direito, políticas públicas e realidade social, são examinados os desafios da digitalização do Judiciário, as barreiras enfrentadas por pessoas vulneráveis e o papel das instituições responsáveis por garantir que a inovação não produza novas formas de exclusão.

    A obra também apresenta possibilidades de articulação entre Poder Judiciário, Defensoria Pública, advocacia, universidades e Núcleos de Prática Jurídica.

    Mais do que discutir tecnologia, este livro propõe uma reflexão sobre pessoas.

    Porque modernizar a Justiça é necessário. Mas nenhuma transformação pode ser considerada verdadeiramente eficiente se deixar pessoas para trás.

    Autor(es)

    ROMULO RENATO CRUZ SANTANA

    Doutor em Direito e Políticas Públicas pelo Centro Universitário de Brasília – CEUB e Mestre em Educação pela Universidade Federal de Goiás – UFG. Graduado em Direito desde 2006 e advogado inscrito na OAB desde 2013, construiu sua trajetória entre o Direito, a docência, a gestão acadêmica e as políticas públicas. É professor universitário e Coordenador Acadêmico/Pedagógico, tendo atuado também como conciliador do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. À frente da RRCS Consultoria, desenvolve trabalhos voltados à governança, liderança, eficiência relacional e desenvolvimento institucional. Sua atuação conecta Direito, educação, gestão e transformação das organizações.

    Sumário

    LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

    INTRODUÇÃO

    1 LETRAMENTO DIGITAL JURÍDICO, POLÍTICAS PÚBLICAS E ACESSO À JUSTIÇA: DESCOMPASSO ESTRUTURAL NA ERA DO JUÍZO 100% DIGITAL

    1.1 A EXCLUSÃO DIGITAL COMO OBSTÁCULO AO ACESSO À JUSTIÇA

    1.1.1 O Conceito de Letramento Digital Jurídico e Sua Importânciano Exercício da Cidadania

    1.2 O IMPACTO DA DESIGUALDADE DIGITAL NO DIREITO DE ACESSO À JUSTIÇA

    1.2.1 A Relação Entre Exclusão Digital e Hipossuficiência Jurídica

    1.3 DESALINHAMENTO ENTRE A META DO JUÍZO 100% DIGITAL E AS POLÍTICAS PÚBLICAS DE INCLUSÃO DIGITAL

    1.3.1 A Meta do CNJ Para a Digitalização Total dos Processos Judiciais e Seus Pressupostos

    1.4 LIMITAÇÕES ESTRUTURAIS DO BRASIL PARA UNIVERSALIZAR O ACESSO DIGITAL AO JUDICIÁRIO

    1.5 POLÍTICAS PÚBLICAS DE INCLUSÃO DIGITAL: UM PANORAMA CRÍTICO

    1.5.1 Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) - 2010

    1.5.2 Projeto de Implantação e Manutenção da Cidade Digital - 2011

    1.5.3 O programa Redes Digitais de Cidadania - 2012

    1.5.4 Marco Civil da Internet - 2014

    1.5.5 Projeto Amazônia Conectada - 2015

    1.5.6 Programa Brasil Inteligente - 2016

    1.5.7 Programa de Inovação em Educação Conectada - 2017

    1.5.8 Brasil Estratégia de Transformação Digital (E-Digital) - 2018

    1.5.9 As Políticas Públicas de Telecomunicações de 2018

    1.5.10 Novo Marco Legal das Telecomunicações em 2019 foi aprovado pela Lei 13.879

    1.6 FALHAS E LACUNAS: POR QUE ESSAS POLÍTICAS NÃO GARANTIRAM O ACESSO DIGITAL PLENO?

    1.6.1 A Anatomia do Fracasso: Um Diagnóstico Estrutural (2010-2019)

    1.6.2 A Pandemia como Catalisador: A Exposição da Crise Digital

    1.6.3 O Custo da Exclusão: O Impacto Direto no Acesso à Justiça

    1.6.4 Caminhos para uma Inclusão Efetiva: Propostas e Reflexões

    1.7 REFLEXOS DA EXCLUSÃO DIGITAL NO ACESSO À JUSTIÇA NO BRASIL

    1.7.1 Barreiras Práticas para a População Hipossuficiente no Uso das Plataformas do Judiciário

    1.7.2 O Papel das Instituições de Ensino, do Terceiro Setor e da Iniciativa Privada na Mitigação da Exclusão Digital

    1.7.3 Alternativas Para um Modelo Híbrido e Inclusivo de Acesso à Justiça

    1.8 O PONTO CEGO DA MODERNIZAÇÃO: O JUÍZO 100% DIGITAL E A IMPOSSIBILIDADE LEGAL DE ACESSO PARA A POPULAÇÃO CARCERÁRIA

    1.8.1 A Arquitetura Normativa da Exclusão Digital

    1.8.2 A Erosão Prática do Direito de Defesa: O Processo Inatingível

    1.8.3 A Audiência por Videoconferência: Simulação de Participação e Violação ao Contraditório

    1.8.4 O "Estado de Exceção Digital" e a Crise de Legitimidade do Judiciário

    1.9 O PAPEL DAS INICIATIVAS GOVERNAMENTAIS E DO SETOR PRIVADO NA INCLUSÃO DIGITAL

    1.10 ESTRATÉGIAS DE LONGO PRAZO PARA UMA INCLUSÃO DIGITAL SUSTENTÁVEL

    1.11 PERSPECTIVAS E DESAFIOS FUTUROS DA JUSTIÇA DIGITAL NO BRASIL

    2 FUNDAMENTOS JURÍDICOS E TEÓRICOS DO ACESSO À JUSTIÇA NA ERA DIGITAL: UMA ANÁLISE À LUZ DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL

    2.1 O ACESSO À JUSTIÇA E O ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO

    2.2 O ACESSO À JUSTIÇA ENQUANTO PRINCÍPIO

    2.3 O CONCEITO DE ACESSO À JUSTIÇA VIA MÉTODOS ADEQUADOS PARA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS DE INTERESSE

    2.3.1 Morosidade Judicial: um Obstáculo ao Acesso à Justiça

    2.4 ACESSO À JUSTIÇA NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE1988

    2.5 OS PILARES DO ACESSO À JUSTIÇA DE ACORDO COM MAURO CAPPELLETTI E BRYANT GARTH, BEM COMO OUTRAS CONTRIBUIÇÕES

    2.5.1 Desdobramentos Posteriores: As Novas Ondas de Acesso à Justiça

    2.6 O PAPEL DA TECNOLOGIA NO ACESSO À JUSTIÇA

    2.6.1 O Avanço do Processo Eletrônico no Brasil

    2.6.2 O Juízo 100% Digital: Fundamentos e Normatização pelo CNJ

    2.6.3 Benefícios e Desafios da Digitalização da Justiça

    2.6.4 A Perspectiva Ideológica do Discurso de Produtividade do Judiciário Segundo Robert Alexy

    2.7 O ACESSO À JUSTIÇA PARA GRUPOS VULNERÁVEIS EM TEMPOS PÓS-PANDEMIA

    2.7.1 As Dificuldades do Público Hipossuficiente no Acesso ao Judiciário Digital

    2.7.2 O Impacto da Pandemia na Assistência Judiciária Gratuita

    2.8 O DOCUMENTO 319 DO BANCO MUNDIAL E SEUS REFLEXOS NO CONTEXTO BRASILEIRO

    2.9 O MODELO IMPOSTO PELA PANDEMIA DE COVID-19 AO JUDICIÁRIO BRASILEIRO

    2.9.1 Medidas Emergenciais do CNJ e dos Tribunais Brasileiros

    2.9.2 A Experiência do Teletrabalho no Poder Judiciário

    2.10 DESAFIOS DA ADVOCACIA DATIVA EM TRIBUNAIS DIGITAIS

    2.11 MARCO LEGAL PARA PROCESSOS REMOTOS

    2.11.1 Percepção Pública e Confiança no Judiciário Digital

    2.11.2 Análise Comparativa com Outros Sistemas Judiciais

    2.11.3 Potencial para Colaborações Internacionais e Inovação

    2.11.4 Perspectivas Futuras para o Judiciário Brasileiro

    2.11.5 Rumo a um Ecossistema Judicial Digital Integrado

    2.11.6 Uma Nova Fase no Acesso à Justiça

    3 A ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA NO INTERIOR DO PAÍS E O PAPEL COMPLEMENTAR DOS NÚCLEOS DE PRÁTICAS JURÍDICAS

    3.1 O DÉFICIT ESTRUTURAL DA DEFENSORIA PÚBLICA E A EMERGÊNCIA DA HIPOSSUFICIÊNCIA INFORMACIONAL

    3.2 O DÉFICIT DA DEFENSORIA PÚBLICA E DA ADVOCACIA DATIVA NO INTERIOR

    3.3 A DEFENSORIA PÚBLICA E A OBRIGATORIEDADE CONSTITUCIONAL DE SUA PRESENÇA EM TODO O TERRITÓRIO NACIONAL

    3.3.1 A Ausência da Defensoria Pública em Municípios Menores e seus Reflexos

    3.4 A ADVOCACIA DATIVA COMO ALTERNATIVA E SUAS LIMITAÇÕES

    3.5 O PAPEL DOS NÚCLEOS DE PRÁTICAS JURÍDICAS (NPJS) COMO APOIO À ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA

    3.5.1 A Obrigatoriedade dos NPJs nos Cursos de Direito Segundo as DCNs

    3.5.2 Financiamento e Sustentabilidade dos Núcleos de Prática Jurídica

    3.6 ABORDAGENS INOVADORAS PARA MELHORAR O ACESSO À ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA

    3.6.1 Avaliando o Impacto de Programas de Assistência Jurídica Gratuita

    3.7 O PAPEL DOS NÚCLEOS DE PRÁTICA JURÍDICA NA EDUCAÇÃO UNIVERSITÁRIA

    3.7.1 O Papel Social e Extensionista dos NPJs como Agentes Complementares da Assistência Jurídica

    3.7.2 Os Desafios da Infraestrutura e da Exclusão Digital para a Atuação dos NPJs

    3.8 O CASO DE MINEIROS-GO E SUA RELAÇÃO COM A REALIDADE NACIONAL

    3.9 O IMPACTO DA AUSÊNCIA DA DEFENSORIA PÚBLICA NA ASSISTÊNCIA JURÍDICA GRATUITA LOCAL

    3.10 NPJ DA FAMP: INOVAÇÃO E CONTINUIDADE DO ATENDIMENTO

    3.11 NPJ DA UNIFIMES: INFRAESTRUTURA LIMITADA E DESCONTINUIDADE NOS ATENDIMENTOS

    3.12 A RELAÇÃO ENTRE SUPORTE ACADÊMICO, ACESSO TECNOLÓGICO E AMPLIAÇÃO DO ACESSO À JUSTIÇA

    4 CAMINHOS PARA A EFETIVAÇÃO DO ACESSO À JUSTIÇA DIGITAL: O PAPEL DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO E DAS PRÁTICAS JURÍDICAS ACADÊMICAS

    4.1 O ACESSO À JUSTIÇA DIGITAL E AS ALTERNATIVAS PARA HIPOSSUFICIENTES

    4.2 A CONTRIBUIÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR E DOS NÚCLEOS DE PRÁTICAS JURÍDICAS

    4.2.1 A Obrigatoriedade dos NPJs como Parte da Formação Acadêmica e Sua Função Social

    4.2.2 Como os NPJs Podem Auxiliar no Letramento Digital Jurídico dos Cidadãos

    4.2.3 Experiências Inovadoras de NPJs no Suporte ao Acesso à Justiça Digital

    4.3 ESTRATÉGIAS ACADÊMICAS E TECNOLÓGICAS PARA MITIGAR A EXCLUSÃO JURÍDICA

    4.3.1 O Uso da Educação Digital para Preparar Futuros Advogados Para a Realidade do Juízo 100% Digital

    4.3.2 Projetos de Extensão e Parcerias entre Universidades e o Judiciário para Ampliar o Acesso à Justiça

    4.3.3 O Desenvolvimento de Aplicativos e Plataformas Tecnológicas pelas IES para Oferecer Suporte Jurídico a Populações Vulneráveis

    4.4 CONSIDERAÇÕES: O FUTURO DO ACESSO À JUSTIÇA NA ERA DIGITAL

    4.5 O PAPEL DAS UNIVERSIDADES, DO SETOR PRIVADO E DO TERCEIRO SETOR NA AMPLIAÇÃO DO ACESSO À JUSTIÇA DIGITAL

    5 CONCLUSÃO

    5.1 SÍNTESE DA ARGUMENTAÇÃO E RESPOSTA À PROBLEMÁTICA DE PESQUISA

    5.2 CONFIRMAÇÃO DA HIPÓTESE E PRINCIPAIS DESCOBERTAS DA PESQUISA

    5.3 CONTRIBUIÇÕES DA TESE PARA O DIREITO E PARA POLÍTICAS PÚBLICAS

    5.4 RECOMENDAÇÕES ESTRUTURADAS

    5.5 PERSPECTIVAS PARA PESQUISAS FUTURAS

    5.6 CONSIDERAÇÕES FINAIS: O FUTURO DO ACESSO À JUSTIÇA NA ERA DIGITAL

    5.6.1 A Importância dos Mecanismos Híbridos no Judiciário

    5.6.2 Capacitação Digital Obrigatória para Estudantes de Direito

    REFERÊNCIAS