Saúde e Segurança do Trabalho para Além das Prescrições - A Dimensão Gestionária das Atividades - Prefácio de Marcelo Figueiredo

Valéria Salek Ruiz

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Ficha técnica

Autor(es): Valéria Salek Ruiz

ISBN v. impressa: 978655605485-8

ISBN v. digital: 978655605407-0

Acabamento: Brochura

Formato: 15,0x21,0 cm

Peso: 178grs.

Número de páginas: 144

Publicado em: 11/02/2021

Área(s): Psicologia - Organizacional e do Trabalho; Psicologia - Saúde

Sinopse

O livro explora o campo da Saúde e Segurança do Trabalho – SST com destaque para dimensões pouco valorizadas nas abordagens hegemônicas que costumam privilegiar as prescrições de procedimentos e o controle na gestão dos riscos e na prevenção de doenças e de acidentes de trabalho.

Parte-se de reflexões oriundas da experiência prática da autora, que atua como psicóloga do trabalho em uma grande empresa do ramo de energia, em diálogo com autores e referenciais teóricos que privilegiam o ponto de vista da atividade, a defasagem entre o trabalho prescrito e o real, a variabilidade do humano, o diálogo sinérgico entre saberes e a dimensão coletiva do trabalho.

São apontadas pistas para fundamentação de novas abordagens em Saúde & Segurança, formas mais participativas que possam contemplar o que advém dos encontros, das situações reais e complexas do trabalho e que afirmem seu compromisso com a vida.

Autor(es)

VALÉRIA SALEK RUIZ

Doutora, Mestra e Graduada em Psicologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ. Atua como psicóloga no campo da saúde e segurança do trabalho com temas relacionados à educação em saúde, saúde mental e trabalho e prevenção, análise e investigação de acidentes de trabalho.

Sumário

INTRODUÇÃO, p. 17

Capítulo 1 SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO (SST): OS LIMITES DA PRESCRIÇÃO, p. 25

1.1 OS MODOS DE GESTÃO EM SST E SEUS EFEITOS, p. 27

1.1.1 Os Principais Modelos, p. 28

1.2 SST NO BRASIL, p. 30

1.2.1 Decifrando um Mar de Siglas, p. 31

1.3 SST AQUI E ACOLÁ: EXEMPLOS DE PORTUGAL E FRANÇA, p. 34

1.3.1 Processos de Trabalho e a Saúde, p. 36

1.4 OS ENIGMÁTICOS ´ASPECTOS PSICOSSOCIAIS´, p. 37

1.4.1 O Elemento Gasoso na Forma Objetiva de Lei, p. 37

1.4.2 Desdobramentos nas Empresas, p. 39

Capítulo 2 SAÚDE: REVISITANDO CONCEITOS E PRÁTICAS, p. 43

2.1 UM SOBREVOO PELAS DIVERSAS CONCEPÇÕES, p. 43

2.1.1 Visão Integral: Saúde e Bem-Estar, p. 43

2.1.2 Saúde e Bem-Estar: Algumas Críticas, p. 45

2.1.3 Resistências e Campos de Batalha, p. 46

2.1.4 O Paradigma da Promoção da Saúde, p. 48

2.2 SAÚDE E TRABALHO, p. 51

2.2.1 As Diversas Linhas Constitutivas de um Campo, p. 53

2.2.2 A Saúde Partida: Ocupacional + Não Ocupacional, p. 56

2.2.3 Os Exames, p. 57

2.2.4 O Analisador Inadequação: Tudo em Seu Lugar, p. 59

2.3 NOVAS PERSPECTIVAS: SAÚDE COMO CRIAÇÃO DE NORMAS, p. 62

Capítulo 3 GESTÃO, RISCO E SUBJETIVIDADE, p. 65

3.1 GESTÃO, p. 65

3.1.1 A Tentativa de Eliminação da ´Subjetividade´: o Homem Transformado em ´Recurso´, p. 66

3.1.2 Um Modelo em Crise, p. 69

3.1.3 A Gestão Especializada como Sinônimo de Administração, p. 71

3.1.4 Trabalhar é Gerir: o Debate de Normas, p. 72

3.1.5 A Atividade como Ponto de Partida e Chegada, p. 74

3.1.6 O Dispositivo Dinâmico de Três Polos, p. 77

3.2 A SUBJETIVIDADE: O OPOSTO DA OBJETIVIDADE?, p. 79

3.2.1 Subjetividade e Campo da SST, p. 79

3.2.2 Os Processos de Subjetivação, p. 80

3.2.3 Trabalho, Saúde e Subjetividade: a Psicodinâmica do Trabalho (PDT), p. 81

3.2.4 O Corpo-Si, p. 82

3.3 RISCO, p. 84

3.3.1 A Centralidade dos Riscos na Sociedade Contemporânea, p. 84

3.3.2 Riscos: Abordagens Ascendentes, p. 87

3.3.3 Novos Conceitos Operacionais, p. 89

Capítulo 4 O TRABALHO NOS BASTIDORES, p. 91

4.1 A INTELIGÊNCIA DA PRÁTICA (A MÉTIS): A RACIONALIDADE ´PATHICA´, p. 92

4.1.1 A Condenação das Inteligências Práticas, p. 92

4.1.2 Uma Inteligência que Precede a Simbolização, p. 95

4.2 A DIMENSÃO COLETIVA DO TRABALHO: BASES DA COOPERAÇÃO, p. 96

4.2.1 Coletivos de Trabalho, p. 98

4.2.2 Coletivo de Trabalho e Gestão do Risco, p. 100

4.2.3 As Entidades Coletivas Relativamente Pertinentes (ECRP), p. 101

4.3 O TEMPO DEVIR, p. 102

4.3.1 O Tempo como Instrumento de Controle e Avaliação do Trabalho, p. 103

4.3.2 As Diferentes Temporalidades, p. 105

4.3.3 O Tempo como Instrumento de Pesquisa e Intervenção, p. 107

4.4 EM BUSCA DE OUTRAS SENSIBILIDADES: OS ATRIBUTOS DO FEMININO, p. 109

4.4.1 SST: a Coragem para Enfrentar os Desafios, p. 109

4.4.2 A Função-Gravidez, p. 111

Capítulo 5 FAZER - DIALOGAR, p. 113

5.1 O HUMANO E A CENTRALIDADE DO ´PARTILHAR EXPERIÊNCIAS´, p. 113

5.1.1 A Perda do Valor da Experiência Partilhável, p. 114

5.1.2 Ampliação da Participação: um Longo Caminho, p. 115

5.2 DIÁLOGOS E DEBATES DE NORMAS, p. 116

5.2.1 A Valorização do Estatuto do Erro, p. 117

5.3 O TRABALHO COMO EXPERIÊNCIA, p. 118

5.3.1 A Interfecundação dos Saberes, p. 119

5.4 POR UMA GESTÃO COLETIVA (TRABALHO E RISCOS), p. 120

5.4.1 A Dimensão Estética, p. 120

5.4.2 Gestão Coletiva (dos Riscos) a Partir das Situações de Trabalho, p. 121

5.4.3 Por um Reposicionamento do Especialista em Prevenção, p. 123

CONSIDERAÇÕES FINAIS, p. 125

REFERÊNCIAS, p. 131

Índice alfabético

A

  • Administração. Gestão especializada como sinônimo de administração, p. 71
  • Ampliação da participação: um longo caminho, p. 115
  • Analisador inadequação: tudo em seu lugar, p. 59
  • Atividade como ponto de partida e chegada, p. 74

B

  • Bastidores. Trabalho nos bastidores, p. 91
  • Batalha. Resistências e campos de batalha, p. 46
  • Bem-estar. Saúde e bem-estar: algumas críticas, p. 45
  • Bem-estar. Visão integral: saúde e bem-estar, p. 43

C

  • Campo. Diversas linhas constitutivas de um campo, p. 53
  • Centralidade dos riscos na sociedade contemporânea, p. 84
  • Chegada. Atividade como ponto de partida e chegada, p. 74
  • Coletivo de trabalho e gestão do risco, p. 100
  • Coletivos de trabalho, p. 98
  • Conceito. Novos conceitos operacionais, p. 89
  • Conceito. Saúde: revisitando conceitos e práticas, p. 43
  • Concepções. Um sobrevoo pelas diversas concepções, p. 43
  • Condenação das inteligências práticas, p. 92
  • Considerações finais, p. 125
  • Cooperação. Dimensão coletiva do trabalho: bases da cooperação, p. 96
  • Coragem. SST: a coragem para enfrentar os desafios, p. 109
  • Corpo-si, p. 82
  • Crise. Um modelo em crise, p. 69

D

  • Debate de normas. Trabalhar é gerir: o debate de normas, p. 72
  • Decifrando um mar de siglas, p. 31
  • Desafio. SST: a coragem para enfrentar os desafios, p. 109
  • Desdobramentos nas empresas, p. 39
  • Devir. Tempo devir, p. 102
  • Diálogo. Fazer - dialogar, p. 113
  • Diálogos e debates de normas, p. 116
  • Diferentes temporalidades, p. 105
  • Dimensão coletiva do trabalho: bases da cooperação, p. 96
  • Dimensão estética, p. 120
  • Dispositivo dinâmico de três polos, p. 77
  • Diversas linhas constitutivas de um campo, p. 53

E

  • Elemento gasoso na forma objetiva de lei, p. 37
  • Em busca de outras sensibilidades: os atributos do feminino, p. 109
  • Empresa. Desdobramentos nas empresas, p. 39
  • Enigmáticos "aspectos psicossociais", p. 37
  • Entidades Coletivas Relativamente Pertinentes (ECRP), p. 101
  • Erro. Valorização do estatuto do erro, p. 117
  • Estética. Dimensão estética, p. 120
  • Exames, p. 57
  • Experiência partilhável. Perda do valor da experiência partilhável, p. 114
  • Experiência. Trabalho como experiência, p. 118

F

  • Fazer - dialogar, p. 113
  • Feminino. Em busca de outras sensibilidades: os atributos do feminino, p. 109
  • França. SST aqui e acolá: exemplos de Portugal e França, p. 34
  • Função-gravidez, p. 111

G

  • Gestão, p. 65
  • Gestão coletiva (dos riscos) a partir das situações de trabalho, p. 121
  • Gestão coletiva. Por uma gestão coletiva (trabalho e riscos), p. 120
  • Gestão de risco. Coletivo de trabalho e gestão do risco, p. 100
  • Gestão especializada como sinônimo de administração, p. 71
  • Gestão, risco e subjetividade, p. 65
  • Gestão. Modos de gestão em SST e seus efeitos, p. 27
  • Gravidez. Função-gravidez, p. 111

H

  • Homem. Tentativa de eliminação da "subjetividade": o homem transformado em "recurso", p. 66
  • Humano e a centralidade do "partilhar experiências", p. 113

I

  • Inteligência da prática (a métis): a racionalidade "pathica", p. 92
  • Inteligência prática. Condenação das inteligências práticas, p. 92
  • Inteligência. Uma inteligência que precede a simbolização, p. 95
  • Interfecundação dos saberes, p. 119
  • Intervenção. Tempo como instrumento de pesquisa e intervenção, p. 107
  • Introdução, p. 17

L

  • Lei. Elemento gasoso na forma objetiva de lei, p. 37

M

  • Modelo. Principais modelos, p. 28
  • Modos de gestão em SST e seus efeitos, p. 27
  • Métis. A inteligência da prática (a métis): a racionalidade "pathica", p. 92

N

  • Não ocupacional. Saúde partida: ocupacional + não ocupacional, p. 56
  • Norma. Diálogos e debates de normas, p. 116
  • Normas. Novas perspectivas: saúde como criação de normas, p. 62
  • Normas. Trabalhar é gerir: o debate de normas, p. 72
  • Novas perspectivas: saúde como criação de normas, p. 62

O

  • Objetividade. Subjetividade: o oposto da objetividade?, p. 79
  • Ocupacional. Saúde partida: ocupacional + não ocupacional, p. 56

P

  • Paradigma da promoção da saúde, p. 48
  • Participação. Ampliação da participação: um longo caminho, p. 115
  • Partida. Atividade como ponto de partida e chegada, p. 74
  • Partilhar experiências. Humano e a centralidade do "partilhar experiências", p. 113
  • "Pathica". A inteligência da prática (a métis): a racionalidade "pathica", p. 92
  • Perda do valor da experiência partilhável, p. 114
  • Pesquisa. Tempo como instrumento de pesquisa e intervenção, p. 107
  • Por um reposicionamento do especialista em prevenção, p. 123
  • Por uma gestão coletiva (trabalho e riscos), p. 120
  • Portugal. SST aqui e acolá: exemplos de Portugal e França, p. 34
  • Prática. Saúde: revisitando conceitos e práticas, p. 43
  • Prescrição. Saúde e Segurança no Trabalho (SST): os limites da prescrição, p. 25
  • Prevenção. Por um reposicionamento do especialista em prevenção, p. 123
  • Principais modelos, p. 28
  • Processos de subjetivação, p. 80
  • Processos de trabalho e a saúde, p. 36
  • Psicodinâmica do trabalho. Trabalho, saúde e subjetividade: a Psicodinâmica do Trabalho (PDT), p. 81
  • Psicossocial. Enigmáticos "aspectos psicossociais", p. 37

R

  • Racionalidade "pathica". A inteligência da prática (a métis): a racionalidade "pathica", p. 92
  • Recurso. Tentativa de eliminação da "subjetividade": o homem transformado em "recurso", p. 66
  • Referências, p. 131
  • Resistências e campos de batalha, p. 46
  • Risco, p. 84
  • Risco. Gestão, risco e subjetividade, p. 65
  • Risco. Por uma gestão coletiva (trabalho e riscos), p. 120
  • Riscos. Centralidade dos riscos na sociedade contemporânea, p. 84
  • Riscos. Gestão coletiva (dos riscos) a partir das situações de trabalho, p. 121
  • Riscos: abordagens ascendentes, p. 87

S

  • Saber. Interfecundação dos saberes, p. 119
  • Saúde e bem-estar: algumas críticas, p. 45
  • Saúde e Segurança no Trabalho (SST): os limites da prescrição, p. 25
  • Saúde e trabalho, p. 51
  • Saúde partida: ocupacional + não ocupacional, p. 56
  • Saúde. Paradigma da promoção da saúde, p. 48
  • Saúde. Processos de trabalho e a saúde, p. 36
  • Saúde. Trabalho, saúde e subjetividade: a Psicodinâmica do Trabalho (PDT), p. 81
  • Saúde. Visão integral: saúde e bem-estar, p. 43
  • Saúde: revisitando conceitos e práticas, p. 43
  • Sigla. Decifrando um mar de siglas, p. 31
  • Simbolização. Uma inteligência que precede a simbolização, p. 95
  • Sociedade contemporânea. Centralidade dos riscos na sociedade contemporânea, p. 84
  • SST aqui e acolá: exemplos de Portugal e França, p. 34
  • SST no Brasil, p. 30
  • SST. Modos de gestão em SST e seus efeitos, p. 27
  • SST. Saúde e Segurança no Trabalho (SST): os limites da prescrição, p. 25
  • SST. Subjetividade e campo da SST, p. 79
  • SST: a coragem para enfrentar os desafios, p. 109
  • Subjetivação. Processos de subjetivação, p. 80
  • Subjetividade e campo da SST, p. 79
  • Subjetividade. Gestão, risco e subjetividade, p. 65
  • Subjetividade. Tentativa de eliminação da "subjetividade": o homem transformado em "recurso", p. 66
  • Subjetividade. Trabalho, saúde e subjetividade: a Psicodinâmica do Trabalho (PDT), p. 81
  • Subjetividade: o oposto da objetividade?, p. 79

T

  • Tempo como instrumento de controle e avaliação do trabalho, p. 103
  • Tempo como instrumento de pesquisa e intervenção, p. 107
  • Tempo devir, p. 102
  • Temporalidade. Diferentes temporalidades, p. 105
  • Tentativa de eliminação da "subjetividade": o homem transformado em "recurso", p. 66
  • Trabalhar é gerir: o debate de normas, p. 72
  • Trabalho como experiência, p. 118
  • Trabalho nos bastidores, p. 91
  • Trabalho, saúde e subjetividade: a Psicodinâmica do Trabalho (PDT), p. 81
  • Trabalho. Coletivo de trabalho e gestão do risco, p. 100
  • Trabalho. Coletivos de trabalho, p. 98
  • Trabalho. Dimensão coletiva do trabalho: bases da cooperação, p. 96
  • Trabalho. Gestão coletiva (dos riscos) a partir das situações de trabalho, p. 121
  • Trabalho. Por uma gestão coletiva (trabalho e riscos), p. 120
  • Trabalho. Processos de trabalho e a saúde, p. 36
  • Trabalho. Saúde e trabalho, p. 51
  • Trabalho. Tempo como instrumento de controle e avaliação do trabalho, p. 103
  • Três polos. Dispositivo dinâmico de três polos, p. 77

U

  • Um sobrevoo pelas diversas concepções, p. 43
  • Uma inteligência que precede a simbolização, p. 95

V

  • Valor. Perda do valor da experiência partilhável, p. 114
  • Valorização do estatuto do erro, p. 117
  • Visão integral: saúde e bem-estar, p. 43

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