Velhice no De Senectute de Marco Túlio Cícero

Alexandre de Oliveira Alcântara

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Ficha técnica

Autor(es): Alexandre de Oliveira Alcântara

ISBN v. impressa: 978853627203-0

ISBN v. digital: 978853627272-6

Acabamento: Brochura

Formato: 15,0x21,0 cm

Peso: 161grs.

Número de páginas: 130

Publicado em: 06/09/2017

Área(s): Filosofia

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Sinopse

A possibilidade de uma vida longa, para um grande número de pessoas, é uma conquista recente da humanidade. Tal êxito ocorreu mediante um gradual e constante avanço da tecnologia, principalmente, médico-sanitária. No âmbito filosófico, é preciso ressaltar que, já na Antiguidade, a reflexão sobre o envelhecimento se fez presente. Marco Túlio Cícero (106-43 a.C.) escreveu De Senectute ou Catão, o Velho.

Velhice no De Senectute de Marco Túlio Cícero é um exercício de re­flexão sobre os conceitos de velhice conveniente e inconveniente, ex­postos no discurso de defesa dessa fase da vida contra as acusações que lhe são dirigidas. De Senectute é dedicada, por Cícero, ao seu amigo Tito Pompônio Ático, recém-chegado de Atenas. Cícero sugere o tema da velhice, pois ambos estão vivenciando essa fase da vida. A estrutura da obra é em forma de um diálogo entre o idoso Marco Catão (considerado modelo máximo da cultura romana) e os jovens homens públicos Lélio e Cipião. São discutidos os conceitos de velhice e juventude convenientes ou con­forme à natureza e o seu oposto, a velhice e juventude inconvenientes.

O De Senectute é uma bússola a guiar jovens e velhos no exercício de uma vida feliz e em harmonia com a natureza, afastando-os do conflito de gerações. O discurso de Catão revela que não viver de acordo com a natureza, respeitando o conveniente de cada uma das etapas da vida gera o conflito de gerações, e o consequente medo da marginalização social e política dos velhos. Segundo Catão, a velhice é acusada de ser uma fase da vida deplorável pelos seguintes motivos: a) afasta o homem dos negócios; b) torna o corpo mais sujeito a doenças; c) priva o homem de quase todos os prazeres e d) não está muito distante da morte. Catão produziu, então, a defesa da velhice e, pela lógica de sua argumentação, há a possibilidade de uma velhice feliz, que dependerá de como cada homem constrói o seu percurso de vida, pois a velhice digna é uma construção que exige muito esforço, bem como uma praxis e uma relação virtuosa entre jovens e velhos, todos aceitando os ditames da natureza para viverem a excelência de suas idades.

Na concepção estoica de Cícero, a velhice deve ser aceita por todos, pois é uma determinação da natureza. De Senectute permanece como obra funda­mental para se pensar as condições da velhice no mundo contemporâneo.

Autor(es)

ALEXANDRE DE OLIVEIRA ALCÂNTARA

Doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais no Pro­grama de Pós-Graduação em Sociologia e Direito da Universidade Federal Flu­minense – UFF. Mestre em Direito pela Universidade de Fortaleza – UNIFOR e em Filosofia pela Universidade Federal do Ceará – UFC. Es­pecialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontolo­gia – SBGG. Promotor de Justiça da 17ª Promotoria de Justiça Cível da Comar­ca de Fortaleza, Estado do Ceará (Núcleo do Idoso e da Pessoa com Deficiência). Professor da Escola Superior do Ministério Público do Es­tado do Ceará. Associado à International Association of Prosecutors – IAP. Represen­tou a Associação Nacional dos Membros do Ministé­rio Público de Defesa dos Idosos e Pessoas com De­ficiência – AMPID no Con­selho Nacional dos Direitos do Idoso – CNDI, gestões 2012-2014.

Sumário

LISTA DE ABREVIATURAS, p. 17

INTRODUÇÃO, p. 19

1 CÍCERO: FILÓSOFO?, p. 25

2 A VELHICE SOB DISCUSSÃO NO DIÁLOGO DE SENECTUTE, p. 37

2.1 A VELHICE E A JUVENTUDE CONVENIENTES OU CONFORMES À NATUREZA E O SEU OPOSTO, A VELHICE E JUVENTUDE INCONVENIENTES OU CONTRÁRIAS À NATUREZA, p. 43

2.2 DAS ACUSAÇÕES LANÇADAS CONTRA A VELHICE E OS ARGUMENTOS DE CATÃO EM SUA DEFESA, p. 53

2.2.1 A Velhice Afasta dos Negócios e os Argumentos de Defesa, p. 54

2.2.2 A Velhice Torna o Corpo Mais Sujeito a Doenças (Debilidade Física) e Argumentos de Defesa, p. 64

2.2.3 A Velhice Priva de Quase Todos os Prazeres e Argumentos de Defesa, p. 88

2.2.4 A Velhice Não Está Muito Distante da Morte e Argumentos de Defesa, p. 102

CONCLUSÃO, p. 111

REFERÊNCIAS, p. 115

Índice alfabético

A

  • Abreviatura. Lista de abreviaturas, p. 17
  • Acusações lançadas contra a velhice e os argumentos de Catão em sua defesa, p. 53
  • Argumento de defesa. Velhice não está muito distante da morte e argumentos de defesa, p. 102
  • Argumento de defesa. Velhice torna o corpo mais sujeito a doenças (debilidade física) e argumentos de defesa, p. 64

C

  • Catão. Acusações lançadas contra a velhice e os argumentos de Catão em sua defesa, p. 53
  • Cícero: filósofo?, p. 25
  • Conclusão, p. 111

D

  • Defesa. Velhice afasta dos negócios e os argumentos de defesa, p. 54
  • Diálogo De Senectute. Velhice sob discussão no diálogo De Senectute, p. 37

F

  • Filosofia. Cícero: filósofo?, p. 25

I

  • Introdução, p. 19

J

  • Juventude conveniente. Velhice e a juventude convenientes ou conformes à natureza e o seu oposto, a velhice e juventude inconvenientes ou con-trárias à natureza, p. 43

L

  • Lista de abreviaturas, p. 17

M

  • Morte. Velhice não está muito distante da morte e argumentos de defesa, p. 102

N

  • Negócios. Velhice afasta dos negócios e os argumentos de defesa, p. 54

P

  • Prazer. Velhice priva de quase todos os prazeres e argumentos de defesa, p. 88

R

  • Referências, p. 115

S

  • Saúde. Velhice torna o corpo mais sujeito a doenças (debilidade física) e argumentos de defesa, p. 64

V

  • Velhice afasta dos negócios e os argumentos de defesa, p. 54
  • Velhice e a juventude convenientes ou conformes à natureza e o seu oposto, a velhice e juventude inconvenientes ou contrárias à natureza, p. 43
  • Velhice não está muito distante da morte e argumentos de defesa, p. 102
  • Velhice sob discussão no diálogo De Senectute, p. 37
  • Velhice torna o corpo mais sujeito a doenças (debilidade física) e argu-mentos de defesa, p. 64
  • Velhice. Acusações lançadas contra a velhice e os argumentos de Catão em sua defesa, p. 53

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