Kant a Freud - O Imperativo Categórico e o Superego

Leyserée Adriene Fritsch Xavier

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Ficha técnica

Autor(es): Leyserée Adriene Fritsch Xavier

ISBN: 978853622497-8

Acabamento: Brochura

Número de páginas: 226

Publicado em: 02/07/2009

Área(s): Psicologia - Psicanálise

Sinopse

O imperativo categórico como expressão de uma lei moral objetiva e incondicionada foi formulado por Immanuel Kant no contexto de sua filosofia prática. Mais tarde, Sigmund Freud fez referência em sua obra ao imperativo kantiano, relacionando-o ao conceito psicanalítico de superego que então nascia, inserido na estrutura do aparelho psíquico junto ao ego e ao id. Porém, o tratamento dado ao conceito filosófico pela psicanálise destaca um aspecto destrutivo e sádico da lei, aspecto esse que na filosofia prática se enquadra no âmbito da heteronomia, distanciando-se, desta forma, da lei moral kantiana.
O objetivo deste trabalho é refletir sobre o sentido da apropriação do conceito kantiano de imperativo categórico na formulação do superego freudiano. Desta forma, pretende-se apontar para o deslizamento semântico que ocorre quando o imperativo categórico deixa de ter um sentido específico dentro de uma cadeia de significação e passa a se localizar fora dessa cadeia, tornando-se um significante isolado. Além de sair da dimensão consciente e racional para se localizar no plano inconsciente, o imperativo adquire um novo estatuto, isto é, o conceito passa do plano de uma lei que determina objetivamente a máxima moral para um ordenamento de gozo cego e destrutivo.
É importante ter em mente que se trata da instância psicanalítica e da fórmula imperativa, dois conceitos concebidos em diferentes âmbitos do saber, um pesquisando o inconsciente e o outro buscando a autonomia da razão. Quer dizer, residem em diferentes áreas semânticas com significados próprios e interpretações distintas. Estas distinções devem estar presentes todo o tempo ao estudioso, considerando que inconsciente e razão não são equivalentes, tendo cada qual seus próprios princípios de funcionamento.

Autor(es)

Leyserée Adriene Fritsch Xavier é Psicóloga, Mestre em Filosofia pela PUCPR; e Especialista em Psicologia Clínica – Abordagem Psicanalítica pela PUCPR, membro correspondente da Escola Brasileira de Psicanálise – Delegação Paraná.
 

Sumário

INTRODUÇÃO - O Imperativo Categórico e o Superego

I CAPÍTULO - Filosofia Prática de Immanuel Kant - O Imperativo Categórico

1.1 A formulação da lei como imperativo categórico

Máximas e leis na literatura secundária

1.2 O aspecto formal na consideração do imperativo categórico

O conceito de forma na literatura secundária

1.3 O dever como necessitação

O dever sob a perspectiva de Otfried Höffe

1.4 O sentimento de respeito e o Triebfeder

A leitura do sentimento de respeito na literatura secundária

1.5 O interesse moral

O conceito de interesse do ponto de vista de Paton

1.6 A autonomia caminha ao lado da liberdade

A autonomia na perspectiva de Alquié - a causalidade pela liberdade

1.7 Implicações decorrentes da "Dialética da razão prática pura"

A perspectiva dos comentadores

1.8 Conclusões do Primeiro Capítulo

II CAPÍTULO - Conceito de Superego em Sigmund Freud

1.1 Os antecedentes do superego

1.2 A formulação do superego como lei imperativa

1.3 O superego como preço a pagar pelo ingresso do homem na cultura

1.4 Comentadores do conceito de superego

1.5 Conclusões do Segundo Capítulo

III CAPÍTULO - O Imperativo Categórico e o Superego na Literatura Secundária

Conclusões do Terceiro Capítulo

IV CAPÍTULO - Análises e Conclusões

REFERÊNCIAS

Índice alfabético

A

  • A Lei, a filosofia, a psicanálise. Apresentação.
  • A leitura do sentimento de respeito na literatura secundária.
  • Alquié. Autonomia na perspectiva de Alquié. Causalidade pela liberdade
  • Análises e conclusões.
  • Análises.
  • Antecedentes do superego.
  • Apresentação.
  • As máximas e os princípios práticos. Henry E. Allison.
  • Aspecto formal na consideração do imperativo categórico.
  • Autonomia caminha ao lado da liberdade.
  • Autonomia e liberdade.
  • Autonomia na perspectiva de Alquié. Causalidade pela liberdade.

B

  • Bernardino Horne. Da imposição mortífera do superego ao acesso ao desejo.

C

  • Causalidade pela liberdade. Autonomia na perspectiva de Alquié.
  • Comentadores do conceito de superego.
  • Comentários. Jorge Alemán.
  • Como o imperatico categórico se estrutura.
  • Como o imperativo categórico funciona.
  • Como o imperativo categórico se formula.
  • Conceito de forma na literatura secundária.
  • Conceito de interesse do ponto de vista de Paton.
  • Conceito de superego em Sigmund Freud.
  • Conceito de superego em Sigmund Freud. Introdução.
  • Conceito de superego. Comentadores.
  • Conclusão. Análises e conclusões.
  • Conclusões do primeiro capítulo.
  • Conclusões do segundo capítulo.
  • Conclusões do terceiro capítulo.
  • Considerações finais.
  • Contraposição entre máximas materiais e máximas formais. Herbert James Paton.
  • Cultura. Superego como preço a pagar pelo ingresso do homem na cultura.

D

  • Da imposição mortífera do superego ao acesso ao desejo. Bernardino Horne.
  • Daniel Omar Perez e o espírito da lei.
  • Daniel Omar Perez. Exclusão do objeto e do conteúdo material.
  • Dany-Robert Dufour. Queda ideal na pós-modernidade.
  • Desejo. Da imposição mortífera do superego ao acesso ao desejo. Bernardino Horne.
  • Dever como necessitação.
  • Dever sob a perspectiva de Otfried Höffe.
  • Dever.
  • Dialética da razão prática pura.Implicações decorrentes.
  • Dialética da razão prática pura. Perspectiva dos comentadores.
  • Dialética da razão prática pura. Relevância. Vinicius B. de Figueiredo.
  • Diferenciação entre máximas e regras em Otfried Höffe.
  • Dimensão real da lei moral. Jacques Lacan.
  • Direito, poder, verdade. Jean-Luc Nancy.

E

  • Espírito da lei. Daniel Omar Perez.
  • Estrutura. Como o imperativo categórico se estrutura.
  • Exclusão do objeto e do conteúdomaterial. Daniel Omar Perez.

F

  • Fábian Schejtan e a dimensão real do superego.
  • Fato da razão e o sentimento de respeito. Zeljko Loparic.
  • Felicidade. Implicações da noção da felicidade para o presente trabalho.
  • Filosofia kantiana. Jacques-Alain Miller.
  • Filosofia prática de ImannuelKant. Imperativo categórico.
  • Força da lei.
  • Forças opostas. Questão da concepção do conflito de forças opostas. Henry E. Allison.
  • Forma. Conceito de forma na literatura secundária.
  • Formulação da lei comoimperativo categórico.
  • Formulação do superego como lei imperativa.
  • Formulação. Como o imperativocategórico se formula.
  • Freud. Conceito de superego em Sigmund Freud.
  • Freud. Marta Gerez-Ambertín. Perfil particular do imperativo categórico em Freud.
  • Funcionamento. Como o imperativo categórico funciona.

G

  • Gozo. Jacques Lacan e o imperativo superegoico: goza!

H

  • Hegel. Tadeu Weber e a crítica de Hegel a Kant.
  • Henry E. Allison e a questão da concepção do conflito de forças opostas.
  • Henry E. Allison. As máximase os princípios práticos.
  • Herbert James Paton. Contraposição entre máximas materiais e máximas formais.
  • Herbert James Paton. Interesse imediato pela ação moral.
  • Homem. Superego como preço a pagar pelo ingresso do homem na cultura.

I

  • Imperatico categórico. Como se estrutura.
  • Imperativo categórico e o superego na literatura secundária.
  • Imperativo categórico e osuperego. Introdução.
  • Imperativo categórico. Aspecto formal na consideração do imperativo categórico.
  • Imperativo categórico.Como funciona.
  • Imperativo categórico. Como se formula.
  • Imperativo categórico. Filosofiaprática de Imannuel Kant.
  • Imperativo categórico. Formulação dalei como imperativo categórico.
  • Imperativo categórico. O que é.
  • Imperativo categórico. Perfil particular do imperativo categórico em Freud. Marta Gerez-Ambertín.
  • Imperativo elpidológico. Roberto R. Aramayo.
  • Imperativo superegoico: goza! Jacques Lacan.
  • Implicações da noção da felicidadepara o presente trabalho.
  • Implicações decorrentes da Dialética da razão prática pura.
  • Interesse imediato pela ação moral. Herbert James Paton.
  • Interesse moral.
  • Interesse. Conceito de interesse do ponto de vista de Paton.
  • Interpetação afetivista. Larry Herrera.
  • Introdução.
  • Introdução. Conceito de superego em Sigmund Freud.
  • Introdução. Filosofia prática de Imannuel Kant. Imperativo categórico.
  • Introdução. O imperativo categórico e o superego.

J

  • Jacob Rogozinski eo dom da lei.
  • Jacques Lacan e o imperativo superegoico: goza!
  • Jacques Lacan. Dimensão real da lei moral.
  • Jacques-Alain Miller. Situando a filosofia kantiana.
  • Jean-Luc Nancy. Direito, poder, verdade.
  • Jorge Alemán. Comentários.
  • Juan D. Nasio. Superego primordial e suas categorias.

K

  • Kant. Filosofia prática de Imannuel Kant. Imperativo categórico.
  • Kant. Formulação da lei como imperativo categórico.
  • Kant. Situando a filosofia kantiana. Jacques-Alain Miller.
  • Kant. Tadeu Weber e a crítica de Hegel a Kant.

L

  • Lacan e o imperativo superegoico: goza!
  • Lacan. Dimensão realda lei moral.
  • Larry Herrera. Interpetação afetivista.
  • Legalidade e moralidade. Otfried Höffe.
  • Lei imperativa. Formulação do superego.
  • Lei moral. Dimensão real. Jacques Lacan.
  • Lei. Espírito da lei.Daniel Omar Perez.
  • Lei. Força da lei.
  • Lei. Formulação da lei como imperativo categórico.
  • Lei. Jacob Rogozinski e o dom da lei.
  • Lei. Mandamento da lei.
  • Leis. Máximas e leis naliteratura secundária.
  • Leitura do sentimento de respeito na literatura secundária.
  • Lewis White Beck e a tricotomia.
  • Liberdade e autonomia.
  • Liberdade. Autonomia caminha ao lado da liberdade.
  • Liberdade. Autonomia na perspectiva de Alquié. Causalidade pela liberdade.
  • Literatura. A leitura do sentimento de respeito na literatura secundária.
  • Literatura. Conceito de forma na literatura secundária.
  • Literatura. Imperativo categórico e o superego na literatura secundária.
  • Literatura. Máximas e leis na literatura secundária.

M

  • Mandamento da lei.
  • Marta Gerez-Ambertín. Perfil particular do imperativo categórico em Freud.
  • Marta Gerez-Ambertín. Superego, uma lei cega e obscena.
  • Máximas e leis na literatura secundária.
  • Máximas e os princípios práticos. Henry E. Allison.
  • Melanie Klein e o superego como introjeção dos bons e maus objetos.
  • Moralidade.
  • Moralidade. Legalidade. Otfried Höffe.

O

  • O aspecto formal na consideração do imperativo categórico.
  • O dever como necessitação.
  • O dever sob a perspectiva de Otfried Höffe.
  • O fato da razão e o sentimentode respeito. Zeljko Loparic.
  • O imperativo categórico e osuperego. Introdução.
  • O que é o imperativo categórico.
  • Origem externa do superego.
  • Origem interna do superego.
  • Otfried Höffe. Diferenciação entre máximas e regras em Otfried Höffe.
  • Otfried Höffe. Legalidade e moralidade.
  • Otfried Höffe. O dever sob a perspectiva de Otfried Höffe.

P

  • Perfil particular do imperativo categórico em Freud. Marta Gerez Ambertín
  • Perspectiva dos comentadores. Dialética da razão prática pura.
  • Philippe Julien e os princípiosincondicional e categórico.
  • Poder. Direito, poder, verdade. Jean-Luc Nancy.
  • Prefácio
  • Primeiro capítulo.Conclusões.
  • Princípios incondicional e categórico. Philippe Julien.

Q

  • Queda ideal na pós-modernidade. Dany-Robert Dufour.
  • Questão da concepção do conflito deforças opostas. Henry E. Allison.

R

  • Razão. O fato da razão e o sentimento de respeito. Zeljko Loparic.
  • Relevância da Dialética da razão prática pura. Vinicius B. de Figueiredo.
  • Respeito. Literatura. Leitura do sentimento de respeito na literatura secundária.
  • Respeito. O fato da razão e o sentimento de respeito. Zeljko Loparic.
  • Respeito. Sentimento de respeito e o triebfeder.
  • Respeito. Sentimento de respeito.
  • Roberto R. Aramayo e o imperativo elpidológico.

S

  • Segundo capítulo.Conclusões.
  • Sentimento de respeito e o triebfeder.
  • Sentimento de respeito.
  • Situando a filosofia kantiana. Jacques-Alain Miller.
  • Superego como introjeção dos bons e maus objetos. Melanie Klein.
  • Superego como preço a pagar pelo ingresso do homem na cultura.
  • Superego primordial e suas categorias. Juan D. Nasio.
  • Superego, uma lei cega e obscena. Marta Gerez-Ambertín.
  • Superego. Antecedentes.
  • Superego. Comentadores do conceito de superego.
  • Superego. Conceito de superego em Sigmund Freud.
  • Superego. Da imposição mortíferado superego ao acesso ao desejo. Bernardino Horne.
  • Superego. Fábian Schejtan e adimensão real do superego.
  • Superego. Formulação do superego como lei imperativa.
  • Superego. Imperativo categórico e o superego na literatura secundária.
  • Superego. Imperativo categórico e o superego. Introdução.
  • Superego. Jacques Lacan e o imperativo superegoico: goza!
  • Superego. Origem externa.
  • Superego. Origem interna.

T

  • Tadeu Weber e a críticade Hegel a Kant.
  • Terceiro capítulo.Conclusões.
  • Tricotomia. Lewis White Beck e a tricotomia.
  • Triebfeder. Sentimento de respeito e o triebfeder.

V

  • Verdade. Direito, poder, verdade. Jean-Luc Nancy.
  • Vinicius B. de Figueiredo. Relevância da Dialética da razão prática pura

Z

  • Zeljko Loparic. O fato da razãoe o sentimento de respeito.

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