Sistema Prisional - Contando e Recontando Histórias - As Oficinas de Leitura como Processos Inventivos de Intervenção

Maria Márcia Badaró Bandeira

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Ficha técnica

Autor(es): Maria Márcia Badaró Bandeira

ISBN: 978853623792-3

Acabamento: Brochura

Número de páginas: 160

Publicado em: 25/05/2012

Área(s): Psicologia - Jurídica

Sinopse

O presente livro é fundado na dissertação de mestrado da autora em Psicologia Social na UERJ, quando foi por ela desenvolvido um projeto de oficinas de leitura e de contação de histórias, com homens e mulheres privados de liberdade. A pesquisa realizada no presente trabalho teve como propostas: a) problematizar as práticas hegemônicas dos psicólogos no contexto prisional, que governam vidas sob encarceramento; b) investigar de que modo os dispositivos das oficinas de leitura e de contação de histórias se constituíam em processos inventivos de intervenção no ambiente prisional; c) explorar os possíveis efeitos produzidos por tais dispositivos nos processos de subjetivação das pessoas presas e egressas do sistema prisional.
Esta obra é portanto, em face do seu desenvolvimento, uma contribuição séria ao trabalho do psicólogo, através de método que se afasta do modelo hegemônico de atendimento clínico individual. Sobre os possíveis efeitos produzidos pelas oficinas de leitura e de contação de histórias, o leitor encontrará, nas próprias narrativas dos entrevistados, o que significou para eles participar dessas experiências.

Autor(es)

Maria Márcia Badaró Bandeira é Mestre em Psicologia Social/UERJ; Especialista em Psicologia Jurídica/UERJ. Psicóloga da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) no período de 1977 a 2009, quando se aposentou; Psicóloga da Secretaria Municipal de Educação (SME) no Rio de Janeiro no período de 1973 a 1998; Psicóloga da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) no Rio de Janeiro no período de 1998 a 2001, quando se aposentou; Sócia-Fundadora da Associação pela Reforma Prisional (ARP): http://www.arp.org.br; Pesquisadora-colaboradora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) da Universidade Cândido Mendes/RJ, nas pesquisas "Programa de Litigância da área do Sistema Penitenciário" (2002 a 2004) e "Arquitetura do Sistema Único de Segurança Pública" (2004); Conselheira do Conselho Regional de Psicologia do RJ (CRP/RJ), nas gestões de 2004-2007 e 2007-2010. Atualmente trabalha como psicóloga colaboradora do CRP-RJ; Revisora Técnica da Cartilha "Diretrizes para a atuação e formação dos psicólogos do sistema prisional brasileiro", publicada pelo Ministério da Justiça e pelo Conselho Federal de Psicologia, 2007; Participante do Fórum Permanente de Direitos Humanos da Escola de Magistratura do Estado do RJ (Emerj), tendo proferido as palestras: "Exame Criminológico: Desafi o para os Direitos Humanos" (2009) e "A psicologia na execução penal a serviço da repressão ou da garantia de direitos?" (2010); Integrante da Comissão ad hoc do Conselho Federal de Psicologia para a elaboração das Referências Técnicas para atuação dos psicólogos no sistema prisional" (em andamento); Professora convidada do curso de Especialização em Psicologia Jurídica da UERJ, na disciplina "O sistema prisional e as práticas 'psi' no contexto contemporâneo".

Sumário

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

INTRODUÇÃO

Parte I INQUIETAÇÕES

Capítulo 1 - PRÁTICAS "PSI" NAS PRISÕES DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO: PRÁTICAS DE IN(TER)VENÇÃO?

1.1 Breve Histórico sobre a Inserção e Trajetória dos Psicólogos no Sistema Prisional do Rio de Janeiro

Parte II PRÁTICAS DE LEITURA NO COTIDIANO PRISIONAL: UMA EXPERIÊNCIA EM ANÁLISE

Capítulo 2 - O PROJETO "LEITURA TAMBÉM É SAÚDE"

2.1 O Projeto e a População a que se Destina: Estranhezas

2.2 A Leitura como Dispositivo

2.2.1 As experiências

2.2.2 Desdobramentos

2.3 A Mudança, Provisório e o Feminino como Desafio

2.3.1 Prisão feminina: especificidades e repetições

2.3.2 "Isto aqui é o inferno"

Capítulo 3 - ERA UMA VEZ. A ARTE DE OUVIR E CONTAR HISTÓRIAS

3.1 Histórias Contadas, Histórias Inventadas.

3.1.1 Cabo de guerra: as "tarefas nobres" e as "tarefas sujas"

CONSIDERAÇÕES FINAIS

REFERÊNCIAS

Índice alfabético

A

  • Abreviatura. Lista de abreviaturas e siglas

B

  • Breve histórico sobre a inserção e trajetória dos psicólogos no sistema prisional do Rio de Janeiro

C

  • Cabo de guerra: as "tarefas nobres" e as "taref as sujas"
  • Considerações finais
  • Cotidiano prisional. Práticas de leitura no cotidiano prisional: uma experiência em análise

D

  • Depoimento. "Isto aqui é o inferno"
  • Desafio. Mudança, provisórioe o feminino como desafio
  • Desdobramentos

E

  • Era uma vez. A arte de ouvir e contar histórias
  • Especificidade. Prisão feminina:especificidades e repetições
  • Experiências

F

  • Feminino. Mudança, provisórioe o feminino como desafio

H

  • Histórias contadas, histórias inventadas
  • Histórico. Breve histórico sobre a inserção e trajetória dos psicólogos no sistema prisional do Rio de Janeiro

I

  • Inquietações
  • Intervenção. Práticas "psi" nas prisões do estado do Rio de Janeiro: práticas de in(ter)venção?
  • Introdução
  • "Isto aqui é o inferno". Depoimento

L

  • Leitura comodispositivo
  • Leitura. Cabo de guerra: as "tarefas nobres" e as "tarefas sujas"
  • Leitura. Era uma vez. A arte de ouvir e contar histórias
  • Leitura. Histórias contadas,histórias inventadas
  • Leitura. Práticas de leitura no cotidiano prisional: uma experiência em análise
  • Leitura. Projeto e a população aque se destina: estranhezas
  • Leitura. Projeto "leitura também é saúde"
  • Lista de abreviaturas e siglas

M

  • Mudança, provisório e o feminino como desafio

P

  • Práticas de leitura no cotidiano prisional: uma experiência em análise
  • Práticas "psi" nas prisões do estado do Rio de Janeiro: práticas de in(ter)venção?
  • Prisão feminina: especificidades e repetições
  • Prisão. Práticas "psi" nas prisões do estado do Rio de Janeiro: práticas de in(ter)venção?
  • Projeto e a população a que se destina: estranhezas
  • Projeto "leitura também é saúde"
  • Provisório. Mudança, provisório e o feminino como desafio
  • "Psi". Práticas "psi" nas prisões do estado do Rio de Janeiro: práticas de in(ter)venção?
  • Psicólogos. Breve histórico sobre a inserção e trajetória dos psicólogos no sistema prisional do Rio de Janeiro

R

  • Referências
  • Repetição. Prisão feminina: especificidades e repetições

S

  • Sigla. Lista de abreviaturas e siglas
  • Sistema prisional. Breve histórico sobre a inserção e trajetória dos psicólogos no sistema prisional do Rio de Janeiro
  • Sistema prisional. Práticas "psi" nas prisões do estado do Rio de Janeiro: práticas de in(ter)venção?

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