1612 - Os Papagaios Amarelos na Ilha do Maranhão e a Fundação de São Luís - Prefácios de Lucien Provençal, Vasco Mariz e Antonio Noberto - Apresentação de Wilson Ferro - Semeando Livros

Ana Luiza Almeida Ferro

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Ficha técnica

Autor(es): Ana Luiza Almeida Ferro

ISBN v. impressa: 978853624911-7

ISBN v. digital: 978853628262-6

Acabamento: Capa Dura + Sobrecapa

Formato: 16,5x21,5 cm

Peso: 962grs.

Número de páginas: 776

Publicado em: 11/11/2014

Área(s): Literatura e Cultura - Política, História e Filosofia; Internacional

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Sinopse

Prêmio Literário Nacional PEN Clube do Brasil 2015 (Ensaio)
Menção Honrosa do Prêmio Pedro Calmon 2014 (IHGB)

O livro, prefaciado pelos historiadores Lucien Provençal e Vasco Mariz, tem como tema central a fundação da França Equinocial no Maranhão em 1612, focalizando desde os seus antecedentes até os primeiros anos que se seguiram à expulsão dos franceses do norte do Brasil. É uma viagem exploratória e crítica que acompanha a Era dos Descobrimentos e a partição do Mar-Oceano, as primeiras tentativas portuguesas de povoamento e colonização do Brasil e do Maranhão, a definição nebulosa da origem do nome “Maranhão”, as investidas dos gauleses pelo Novo Mundo, as guerras de religião que ensanguentaram a França na segunda m etade do século XVI e cujos efeitos ainda assombrariam o país e seus empreendimentos no século seguinte, a chegada de cerca de 500 franceses (os “papagaios amarelos”, como eram chamados pelos índios) à Ilha do Maranhão em 1612, o reconhecimento da terra, a fundação da cidade de São Luís, a decretação das leis institucionais da colônia, a convivência dos padres capuchinhos Claude d’Abbeville e Yves d’Évreux com os tupinambás da ilha e das circunvizinhanças, o regresso de François de Razilly à França, os antecedentes, a deflagração e os desdobramentos da Batalha de Guaxenduba, a subsequente trégua firmada entre os gauleses e os lusos, a rendição do Forte São Luís, o destino das principais figuras da disputa franco-ibérica pelo Maranhão e os sucessivos gove rnos de São Luís até a invasão holandesa. Nesse estudo é reafirmada inequivocamente, em primeiro plano, a atribuição da honra da fundação de São Luís aos gauleses; ademais, são analisadas as fases e características do mito da “origem” lusitana de São Luís e é destacado o fato de que Razilly, diferentemente de La Ravardière, por muito tempo teve o seu papel na implantação da França Equinocial e na fundação da cidade subestimado.

Autor(es)

ANA LUIZA ALMEIDA FERRO
Ana Luiza Almeida Ferro é Promotora de Justiça, professora da Universidade Ceuma, conferencista e palestrante nacional, escritora, historiadora e poeta, nascida em São Luís-MA. Doutora e Mestre em Ciências Penais (UFMG), formada em Letras e Direito (UFMA), Membro de Honra da Sociedade Brasileira de Psicologia Jurídica, membro titular do PEN Clube do Brasil, sócia efetiva do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão e membro de várias academias de letras (AMLJ, ALL, ACL, APLJ). Portadora do First Certificate in English e do Certificate of Proficiency in English, pela University of Cambridge, Inglaterra, e do Certificat pratique de langue française, do Diplôme d’études françaises e do Diplôme supérieur d’études françaises, pela Université de Nancy II. Integra a Comissão Gestora do Programa Memória Institucional do MPMA. Autora dos livros: O Tribunal de Nuremberg (2002), Versos e anversos (2002, em coautoria), Escusas absolutórias no Direito Penal (2003), Robert Merton e o Funcionalismo (2004), O crime de falso testemunho ou falsa perícia (2004), Quando: poesias (2008), pelo qual logrou o 2º lugar no Prêmio “Poesia, Prosa ed Arti figurative”, Sezione Stranieri, Libro edito in portughese, da Accademia Internazionale Il Convivio (Itália, 2014), A odisséia ministerial timbira: poema (2008), Interpretação constitucional (2008), Crime organizado e organizações criminosas mundiais (2009), pelo qual foi entrevistada no Programa do Jô (Rede Globo), O náufrago e a linha do horizonte: poesias (2012), Criminalidade organizada (2014, em coautoria), 1612 (edições brasileira e europeia, 2014), pelo qual recebeu a Menção Honrosa do Prêmio Pedro Calmon – 2014, do IHGB, e Mário Meireles: historiador e poeta (2015). Possui diversos artigos publicados em livros, jornais e revistas especializadas, a exemplo da Revista dos Tribunais. Recebeu a Medalha “Souzândrade” do Mérito Universitário (UFMA, 1987), a Comenda Gonçalves Dias (IHGM, 2013) e a Comenda Comemorativa Leonardo da Vinci (Literarte – Associação Internacional de Escritores e Artistas, 2015). É um dos verbetes da Enciclopedia di Grandi Artisti: Portoghese/Italiano (p. 16), publicada, em edição bilíngue de luxo, pela Literarte (2015).

Sumário

Nota introdutória, p. 33

1 A era dos Descobrimentos e a partição do Mar-Oceano, p. 37

2 As primeiras tentativas portuguesas de povoamento e colonização do Brasil e do Maranhão e a origem do nome "Maranhão", p. 57

3 A presença dos franceses no Novo Mundo, no Brasil e no Maranhão, p. 113

4 A situação político-religiosa e a política exterior da França no crepúsculo do século XVI e no alvorecer do século XVII, p. 159

5 A preparação da expedição da França Equinocial, p. 181

6 A viagem da expedição ao Maranhão, p. 215

7 A fundação da França Equinocial e da cidade de São Luís, p. 221

8 O início do reconhecimento da terra e as Leis Fundamentais da França Equinocial, p. 283

9 O regresso de François de Razilly à França e a continuação dore-conhecimento da terra, p. 319

10 A reação luso-espanhola e a Batalha de Guaxenduba, p. 353

11 A trégua e a queda da França Equinocial, p. 403

12 O destino dos principais personagens da disputa franco-ibérica pelo Maranhão, p. 447

13 São Luís e o Maranhão após a expulsão dos franceses, p. 485

14 O mito da "fundação"portuguesa de São Luís e a polêmica sobre as origens da cidade, p. 561

15 Os tupinambás do Maranhão na visão dos franceses, p. 621

Conclusões, p. 657

Referências, p. 673

Anexos, p. 683

Textos em homenagem àcidade de São Luís, p. 753

Nota biográfica sobre a autora, p. 767

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