Tem Catimbaus no Entardecer

Amaury Braga da Silva

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FICHA TÉCNICA
Autor(es): Amaury Braga da Silva
ISBN: 978853623169-3
Acabamento: Brochura
Número de Páginas: 180
Publicado em: 29/10/2010
Área(s): Literatura e Cultura - Diversos
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SINOPSE

Uma dívida pequena

Aconteceu no dia 7 de setembro de 1992. Juca Passarinho andava injuriado por causa da dívida que tinha com ele o sujeito da oficina mecânica. O que era só um aborrecimento transformou-se numa raiva sem controle. A mulher do carpinteiro Juca tentava acalmá-lo. Não vale a pena, dizia, brigar por tão pouco. Era um pequeno armário para guardar latas de óleo, estopa, chaves-de-fenda e outras ferramentas miúdas da oficina. Mas a questão não era bem o dinheiro, mas o desaforo. Seu Juca cobrava e o homem fazia corpo mole. – Há um tempão, Moema, ele dizia à sua mulher, fiz o armário e o tipo não me paga. Até assume ares de que não precisa pagar e merece receber o armário de graça! Feriado, manhã fria, ruas desertas. Naquela noite, seu Juca quase não dormiu. Sua mulher também, porque choveu e ventou forte. O vento sacudiu os pinheiros na lateral da casa e jogou pinhas secas e ramos de sape no meio da rua. Dona Moema ficou com medo de que o vento arrancasse as telhas da casa. Pelas sete da manhã, seu Juca foi cobrar a dívida na oficina. Só para uma emergência, ou fazer o tipo “se borrar de medo”, Juca Passarinho levou seu revólver calibre 38, cano longo. A arma na cintura seria um desacato, por isso foi junto seu filho, o menino Onofre, de 11 anos de idade, com o revólver escondido por baixo da japona. Onofre se lembra muito bem das batidas violentas que o pai deu, sacudindo a porta metálica usada na época. O homem levantou a porta e apareceu com olhos sonolentos. Foi para dentro da oficina e seu Juca atrás dele. Houve uma troca de palavras duras, aos gritos. Quando o homem disse “seu safado!”, Juca Passarinho abriu a japona de Onofre e apanhou o revólver. Mas o homem também tinha uma arma que trouxe no bolso do macacão quando ouviu as batidas na porta. Atirou no seu Juca, que morreu com uma bala no peito e outra no pescoço. Ele tinha 32 anos de idade.

AUTOR(ES)

Amaury Braga da Silva - Nascido na cidade do Rio Grande/RS, no dia 2 de setembro de 1932. primário e secundário no Colégio Estadual Lemos Jr., de sua terra natal. Jornalismo até o segundo ano na PUC como bolsista do Sindicato dos Jornalistas, em Porto Alegre, onde trabalhou como repórter e cronista na Folha da Tarde, Correio do Povo e Rádio Guaíba. Em 1969 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi redator publicitário durante 8 anos, nas agências Herald, Artplan e J. W. Thompson. Em 1977, em Curitiba, deu prosseguimento ao seu trabalho de redator publicitário em diversas agências da cidade. Medalhas de ouro, prata e bronze no Prêmio Colunistas regional. Livros publicados: Um Camelo no Último Andar – histórias infanto-juvenis, Criar Edições, Curitiba, 1982, posteriormente edição do autor. Recebeu da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil a distinção “Altamente recomendável para jovens”. Selecionado para a Mostra do Livro Brasileiro da 20ª Fiera del libro per ragazzi de Bolonha, Itália. O Baile dos Bichos, Criar Edições, 1983, seguindo a mesma linha de histórias do livro que o antecedeu. O Sorriso do Porco Espinho – Infanto- juvenil, edição do autor, 2000. O Reencontro – Novela, ficção para adultos, Editora Mercado Aberto, Porto Alegre, 1994. Povo Cão – Novela, ficção para adultos, Juruá, Curitiba, 2000. O Homem de Preto – Romance, ficção para adultos, edição do autor, Curitiba, 2005.

 

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