Terra da Pouca Chuva, A - Um Retrato da Califórnia entre o Vale Owens e o Deserto de Mojave em 1903 - Coleção Diários de Viagem

Mary Austin - Tradutora: Joanna Rossinski - Coordenadora/adaptadora: Giselle Zambiazzi

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Ficha técnica

Autor(es): Mary Austin - Tradutora: Joanna Rossinski - Coordenadora/adaptadora: Giselle Zambiazzi

ISBN v. impressa: 978652632348-9

ISBN v. digital: 978652632198-0

Acabamento: Brochura

Formato: 15,0x21,0 cm

Peso: 221grs.

Número de páginas: 156

Publicado em: 01/06/2026

Área(s): Literatura e Cultura - Viagem e Turismo; Literatura e Cultura - Diversos

Podcast

Conheça as belezas de uma terra indomável, mas cheia de vida e história, através dos olhos de Mary Austin, a grande escritora do Oeste norte-americano

Sinopse

Conheça as belezas de uma terra indomável, mas cheia de vida e história.

Reverenciada nos Estados Unidos, A Terra da Pouca Chuva é considerada a obra-prima de Mary Austin, a grande escritora do Oeste norte-americano. Publicado originalmente em 1903, o livro é um retrato da vida no deserto entre Owens Valley e Mojave, na Califórnia, onde a autora conviveu com indígenas paiute e shoshone, garimpeiros e aventureiros.

O resultado é uma narrativa de viagem incomum. Aqui não há roteiros turísticos comerciais ou paisagens domesticadas, mas a descrição literária do Velho Oeste onde a terra é protagonista. Uma terra árida e implacável, mas generosa com quem a aprende a habitar e respeitar seus ciclos.

Aqui, o ser humano é uma criatura frágil, tão vulnerável quanto os ratinhos e outros pequenos roedores que se esquivam das garras da águia, do prenúncio de morte trazido pelo corvo ou dos dentes afiados do coiote.

Austin escreve com a precisão de quem observa e a poesia de quem ama. Descreve a cesteira Seyavi criando o filho sozinha nas cavernas, o garimpeiro que volta ao deserto mesmo depois de rico, os urubus e corvos ensinando sobre a economia da natureza. E, entre histórias e personagens, revela uma verdade incômoda e bela: a terra não aceita ser habitada senão à sua maneira.

Mais de cem anos depois, as marcas indeléveis de Austin na cultura e na literatura americanas ainda são visíveis, como as pegadas dos coelhos que ela perseguia na neve. A casa onde a autora escreveu A Terra da Pouca Chuva segue lá, com uma placa que repete um convite feito por ela mesma no prefácio: entre, tome notícias desta terra insólita.

Sente-se ao pé da fogueira. Ouça o que ela tem a dizer. Conheça seus caminhos repletos de histórias. Ao final, você vai perceber que o deserto, apesar de indomável, não é uma terra vazia. Pode ser, ao contrário, o oásis para uma humanidade tão saturada da vida urbana.

Boa viagem e boa leitura!

Autor(es)

MARY HUNTER AUSTIN

Nasceu em Illinois, nos Estados Unidos, em 1868. Foi uma das vozes mais originais da literatura norte-americana. Romancista, poetisa, dramaturga e crítica, destacou-se como pioneira do feminismo e do ambientalismo e como defensora dos direitos indígenas e hispano-americanos. Após formar-se em 1888, mudou-se com a família para a Califórnia, onde mergulhou na cultura e na paisagem do deserto que marcaria toda a sua obra. Viveu por 17 anos estudando as tradições dos povos paiute e shoshone, experiência que resultou em clássicos como A Terra da Pouca Chuva (1903) e The Basket Woman (1904). Amiga de Jack London e Herbert Hoover, manteve correspondência com H.G. Wells e George Bernard Shaw. Sua escrita, que funde observação científica e sensibilidade poética, antecipou em décadas o pensamento ecológico e a literatura de lugar. Morreu aos 65 anos, em 1934, em Santa Fé, no Novo México, vítima de um ataque cardíaco.

Sumário

I A TERRA DA POUCA CHUVA, p. 19

II AS TRILHAS DE ÁGUA DO CERISO, p. 31

III OS CARNICEIROS, p. 41

IV O CAÇADOR DE JAZIDAS, p. 49

V TERRA SHOSHONE, p. 59

VI JIMVILLE, p. 69

VII O CAMPO DO MEU VIZINHO, p. 79

VIII MESA TRAIL, p. 87

IX A CESTEIRA, p. 97

X AS RUAS DAS MONTANHAS, p. 107

XI BEIRAS D’ÁGUA, p. 117

XII OUTRAS BEIRAS, OUTRAS ÁGUAS, p. 127

XIII CRIATURAS DO CÉU, p. 137

XIV A PEQUENA CIDADE DAS PARREIRAS, p. 147

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